Letra de Querência - Piazitos do Fandango
Disco A
01
Alma De Campo
02
Destino De Um Piazito
03
Flor De Bagual
04
Na Boca Da Noite
05
Salta Pra Fora
06
Baile Do Fuleria
07
Nós
08
Querência
09
Pensando Em Ti
10
Baile Na Fronteira
11
Louco Por Carne de Ovelha
12
Bailanta Do Quirino
13
Remoendo Um Vaneirão
14
Campeando Surungo
15
Amanhecer Na Estância
16
Pout - Pourri De Chamamé - Barranca E Fronteira - Vai Embora Tristeza - Súplica De Um Gaúcho
17
Bugio Assanhado
18
O Feitiço Da Morena
19
Minha Cordeona
20
Vovô E O Cinamomo
21
Sentimento De Bugio
22
Gaita, Milonga E Gaiteiro
Querência
De fronte do galpão grande
Um cerne de curunilha
Palanqueador de tropilhas
Cravado num chão sulino
Sob a luz de um céu divino
O campo que não se entrega
Á pata e a peito de água
Vai ressabiando o destino
A várzea se estende longe
Vista do fundo das casas
E um campeiro cria asas
Repassando a bagualada
Quem tem olhos de invernada
E ânsias crioulas no peito
Faz o que deve ser feito
E o resto ajeita na estrada
A fibra desta querência
Vem das lidas campo afora
Trazendo pátria na espora
E no cantar do fronteiriço
Mescla de ciência e feitiço
Timbrada a berro de gado
E a bufo de mal-costeado
Que se amansou no serviço
De dia... sol e nuances
De noite... romances e lua
Nesta querência xirua
Cada vez mais entonada
Apartes, tombos, bolcadas
Pealos, rodeios, carreiras
E um sotaque de fronteira
Pa hablar de una jineteada
Um paraíso é quem ronda,
De copa mansa e serena.
A velha estância torena
Postal de pampa e coxilha
Jasmineiros, maçanilha
Enchendo o pago de flores
E pra entreter dissabores
Fumo bueno e figuerilha
Rincão de gente gaúcha
Vida, terra e liberdade
Quem se vai, sente saudade
Quem volta bendiz a deus
O mundo é feito de adeus
Te apeie e chegue pra diante...
Quem busca um sonho distante
Acha bem perto dos seus.
Um cerne de curunilha
Palanqueador de tropilhas
Cravado num chão sulino
Sob a luz de um céu divino
O campo que não se entrega
Á pata e a peito de água
Vai ressabiando o destino
A várzea se estende longe
Vista do fundo das casas
E um campeiro cria asas
Repassando a bagualada
Quem tem olhos de invernada
E ânsias crioulas no peito
Faz o que deve ser feito
E o resto ajeita na estrada
A fibra desta querência
Vem das lidas campo afora
Trazendo pátria na espora
E no cantar do fronteiriço
Mescla de ciência e feitiço
Timbrada a berro de gado
E a bufo de mal-costeado
Que se amansou no serviço
De dia... sol e nuances
De noite... romances e lua
Nesta querência xirua
Cada vez mais entonada
Apartes, tombos, bolcadas
Pealos, rodeios, carreiras
E um sotaque de fronteira
Pa hablar de una jineteada
Um paraíso é quem ronda,
De copa mansa e serena.
A velha estância torena
Postal de pampa e coxilha
Jasmineiros, maçanilha
Enchendo o pago de flores
E pra entreter dissabores
Fumo bueno e figuerilha
Rincão de gente gaúcha
Vida, terra e liberdade
Quem se vai, sente saudade
Quem volta bendiz a deus
O mundo é feito de adeus
Te apeie e chegue pra diante...
Quem busca um sonho distante
Acha bem perto dos seus.