Letra de Cevador - Wilson Paim
Disco A
01
Pelos Fogões
02
Paixão Campesina
03
Um Canto de Amor Apenas
04
Era Primavera
05
Pastor Farrapo
06
De Um Campesino Romance
07
O Doce da Paixão
08
Ainda Existe Um Lugar
09
Universo dos Meus Sonhos
10
Cambichos de Uma Flor
11
Pedaços da Minha Infãncia
12
Bugio Nativista
13
Girassol
14
Cevador
15
O Beija-flor e a Rosa
16
Reculutando Lembranças
17
Martim-pescador
Cevador
Cabelos brancos, pintados de geadas,
As mãos calejadas do bom cevador,
Uma cevadura de erva, da buena,
Pra tragar as penas do trabalhador.
Taura guarani, de sangue tapuia,
Manejando a cuia com bomba de prata,
Figura central da cultura gaúcha
Que barbosa lessa bradou em la plata.
Figura trigueira, de sol da província,
Com mãos de perícia pra cevar o mate,
Rito hospitaleiro, que venceu fronteiras,
Na mala campeira do velho mascate.
Uma seiva verde na era de aquários,
Um hábito lendário, vindo das missões.
A princesa moura no alto do jarau,
O pampa em que blau plantou tradições.
Quem prepara mates de cordialidade,
A fraternidade nasce e frutifica...
A boa convivência está em cada gesto
Do homem modesto, com alma tão rica.
Se tanto já louvamos ginetes, tropeiros,
Patrão e posteiros, o poeta e o cantor,
Trazemos um abraço fiel e macanudo,
A quem une tudo: o peão cevador!
As mãos calejadas do bom cevador,
Uma cevadura de erva, da buena,
Pra tragar as penas do trabalhador.
Taura guarani, de sangue tapuia,
Manejando a cuia com bomba de prata,
Figura central da cultura gaúcha
Que barbosa lessa bradou em la plata.
Figura trigueira, de sol da província,
Com mãos de perícia pra cevar o mate,
Rito hospitaleiro, que venceu fronteiras,
Na mala campeira do velho mascate.
Uma seiva verde na era de aquários,
Um hábito lendário, vindo das missões.
A princesa moura no alto do jarau,
O pampa em que blau plantou tradições.
Quem prepara mates de cordialidade,
A fraternidade nasce e frutifica...
A boa convivência está em cada gesto
Do homem modesto, com alma tão rica.
Se tanto já louvamos ginetes, tropeiros,
Patrão e posteiros, o poeta e o cantor,
Trazemos um abraço fiel e macanudo,
A quem une tudo: o peão cevador!