Letra de Liberdade Pra Morrer - Leonardo
Disco A
01
O Homem Do Pala Branco
02
O Mate
03
Gauchadas
04
Lendas E Verdades (À Cruz Alta Com Carinho)
05
Minha Infância
06
O Analista De Perto De Bagé
07
Gaúcho Macho
08
Acidente Campeiro
09
Cherengueando
10
Batismo De Sal
11
Liberdade Pra Morrer
12
Aos Desgarrados Do Pago
13
Maria Crispina
14
Rancheira Do Namoro
15
Coração Vazio
16
Festa Do Pinhão
Liberdade Pra Morrer
Nasceu no meio do pampa
respirando a liberdade -
como o batismo, o orvalho
como abrigo uma ramada.
ainda cheirando a placenta
com poucos dias de idade
deu o primeiro relincho
como a gritar liberdade.
mais um dia a liberdade
correu perdendo a carreira
e o potro sentiu o buçal
lhe arrastar pela mangueira.
sentiu peso do mago
pintou de sangue a espora
de um peão também domado
sem condições de melhora.
domado a vida mudou
e o potro perdeu o entono
e as crinas que eram do vento
passaram a ter outro dono
guapo na lida do campo
em torneio e marcação
corredor de cancha reta
herói de revolução.
hoje para o velho cavalo
que foi rei no seu rodeio
lhe vão pagar toda a luta
com o pealo mais feio;
que brutal fatalidade
que sacrifício bagual
pra mandá-lo ao matadouro
vão tirar o buçal
faço do verso um relincho
desta cavalo abatido
perdendo a dignidade
a vida não tem sentido
quem for gaúcho me siga
e faça assim como eu
soltem a cavalo no campo
pra morrer como nasceu.
respirando a liberdade -
como o batismo, o orvalho
como abrigo uma ramada.
ainda cheirando a placenta
com poucos dias de idade
deu o primeiro relincho
como a gritar liberdade.
mais um dia a liberdade
correu perdendo a carreira
e o potro sentiu o buçal
lhe arrastar pela mangueira.
sentiu peso do mago
pintou de sangue a espora
de um peão também domado
sem condições de melhora.
domado a vida mudou
e o potro perdeu o entono
e as crinas que eram do vento
passaram a ter outro dono
guapo na lida do campo
em torneio e marcação
corredor de cancha reta
herói de revolução.
hoje para o velho cavalo
que foi rei no seu rodeio
lhe vão pagar toda a luta
com o pealo mais feio;
que brutal fatalidade
que sacrifício bagual
pra mandá-lo ao matadouro
vão tirar o buçal
faço do verso um relincho
desta cavalo abatido
perdendo a dignidade
a vida não tem sentido
quem for gaúcho me siga
e faça assim como eu
soltem a cavalo no campo
pra morrer como nasceu.