Letra de Minha Infância - Leonardo
Disco A
01
O Homem Do Pala Branco
02
O Mate
03
Gauchadas
04
Lendas E Verdades (À Cruz Alta Com Carinho)
05
Minha Infância
06
O Analista De Perto De Bagé
07
Gaúcho Macho
08
Acidente Campeiro
09
Cherengueando
10
Batismo De Sal
11
Liberdade Pra Morrer
12
Aos Desgarrados Do Pago
13
Maria Crispina
14
Rancheira Do Namoro
15
Coração Vazio
16
Festa Do Pinhão
Minha Infância
Lá vai o menino pela estrada
pedindo que alguém lhe dê guarida
chorando a morte da mãezinha
e agora o que será de sua vida.
vai indo em rumo da cidade
levando a trouxinha esfarrapada
quando a canseira domina seu corpinho
pára e dorme na beira da estrada
foi assim que pra mim aconteceu
quando eu tinha nove anos de idade
sem pai, sem mãe, sai rolando
sozinho passando necessidade
dormindo no relento muitas noites
com fome, com frio, quanto amargor
sonhava com mamãe me acariciando
acordava tão só com a minha dor
saía a andar durante o dia
tão só lamentando a minha sorte
quando a fome e a canseira eram demais
pedia pra que deus me desse a morte
assim os anos foram passando
era eu o menino que crescia
chorando a saudade da mamãe
e na esperança de encontrá-la um dia
hoje não posso ver uma criança
atirada por aí na orfandade
faz lembrar a minha vida passada
triste infância que não deixou saudade
levando a minha voz aos grandes homens
governadores dos estados varonis
auxiliem as criancinhas humildes
deus lhe pague presidente do brasil.
pedindo que alguém lhe dê guarida
chorando a morte da mãezinha
e agora o que será de sua vida.
vai indo em rumo da cidade
levando a trouxinha esfarrapada
quando a canseira domina seu corpinho
pára e dorme na beira da estrada
foi assim que pra mim aconteceu
quando eu tinha nove anos de idade
sem pai, sem mãe, sai rolando
sozinho passando necessidade
dormindo no relento muitas noites
com fome, com frio, quanto amargor
sonhava com mamãe me acariciando
acordava tão só com a minha dor
saía a andar durante o dia
tão só lamentando a minha sorte
quando a fome e a canseira eram demais
pedia pra que deus me desse a morte
assim os anos foram passando
era eu o menino que crescia
chorando a saudade da mamãe
e na esperança de encontrá-la um dia
hoje não posso ver uma criança
atirada por aí na orfandade
faz lembrar a minha vida passada
triste infância que não deixou saudade
levando a minha voz aos grandes homens
governadores dos estados varonis
auxiliem as criancinhas humildes
deus lhe pague presidente do brasil.