Letra de Ronda De Tropa - Joca Martins
Disco A
01
Campesino
02
Baile do Sapucay
03
De Como Cantar um Flete
04
Canto Alegretense
05
Décima do Potro Baio
06
Céu, Sol, Sul, Terra e Cor
07
Não Podemo Se Entregá Pros Home
08
Recuerdos da 28
09
Piazito Carreteiro
10
Tertúlia
11
A Boa Vista Do Peão De Tropa
12
Chasque para Don Munhoz
13
Minha Querência
14
Pilchas
15
Romance do Pala Velho
16
Guri
17
Prenda Minha
18
A Don Antônio Bonini
19
Entono de Ginete
Disco B
01
Vassoura De Guanxuma
02
Tropeiro, Doma E Tropilha
03
De Marcha Batida
04
Meus Amores
05
De Fogões E Inverneiras
06
Pêlos
07
Na Baixada Do Manduca
08
Negrinho Do Pastoreio
09
Ronda De Tropa
10
Última Lembrança
11
Destino De Peão
12
Gaúcho
13
Lástima
14
Veterano
15
Arranchado
16
Potro Sem Dono
17
Só Restou
18
Estampa
Ronda De Tropa
Chapéu grande desabado
E um poncho carnal vermelho
Um corredor desparelho
E um redemuinho de guampas
Zebu cruzado com pampa
Vaca de cria e falhada
Tropa estendida na estrada
E o próprio pago na estampa
Vou no fiador meu patrício
Taureando com essa coplita
Que se desata solita
Rodando sobre o gircal
Parece um baile bagual
No tilintar das chinelasl
Embro daquela morena
Me acenando no portal
Vamos reunir o pessoal
Que hoje a noite é de ronda
Cantar o gado bagual
Antes que a lua se esconda
Era, era, era boi!
Era boi, era boiada!
Esse meu verso campeiro
É pra abraçar os tropeiros
Que ainda vivem na estrada
São três semanas de tropa
De Santana ao Itaqui
De ponteiro o velho Ari
Negro guapo e changueador
Val culatreando o tio flor
Capataz desses torenas
Que faz dueto das chilenas
Nos flecos do tirador
O benício lava a alma
Num trago largo de vinho
E um toso de passarinho
Ficou bonito no ruano
Sobre o basto castelhano
Levo a ânsia galponeira
De tropear a vida inteira
Os seus próprios desenganos.
E um poncho carnal vermelho
Um corredor desparelho
E um redemuinho de guampas
Zebu cruzado com pampa
Vaca de cria e falhada
Tropa estendida na estrada
E o próprio pago na estampa
Vou no fiador meu patrício
Taureando com essa coplita
Que se desata solita
Rodando sobre o gircal
Parece um baile bagual
No tilintar das chinelasl
Embro daquela morena
Me acenando no portal
Vamos reunir o pessoal
Que hoje a noite é de ronda
Cantar o gado bagual
Antes que a lua se esconda
Era, era, era boi!
Era boi, era boiada!
Esse meu verso campeiro
É pra abraçar os tropeiros
Que ainda vivem na estrada
São três semanas de tropa
De Santana ao Itaqui
De ponteiro o velho Ari
Negro guapo e changueador
Val culatreando o tio flor
Capataz desses torenas
Que faz dueto das chilenas
Nos flecos do tirador
O benício lava a alma
Num trago largo de vinho
E um toso de passarinho
Ficou bonito no ruano
Sobre o basto castelhano
Levo a ânsia galponeira
De tropear a vida inteira
Os seus próprios desenganos.