Letra de Um Pouco do Que Fiz - Baitaca
Disco A
01
Galponeiro e Aporreado
02
Meus Companheiros
03
Pra Nunca Perder a Essência
04
Campeando Fandango
05
Estampa Xucra
06
Festa de Campo
07
Aos Campeiros e Ginetes
08
Cadela Baia
09
Um Filho que Canta Triste
10
Do Fundo da Grota
11
Castração a Pealo
12
Puxão de Oreia
13
Cheirando a Esterco de Vaca
14
Na Estância Pindai
15
Um Pouco do Que Fiz
16
Rio Grande de Sempre
Um Pouco do Que Fiz
Pro sacrifício da vida
Eu nunca dobrei minha espinha
Me tapava quando podia
E só comia quando tinha
Nos tempos que eu era peão
Saltava de madrugada
Descalço com os pés no chão
Nas manhãs branca de geada
Eu nunca adulei patrão
Nunca refuguei bolada
Sempre aguentei o tirão
Na braba lida pesada
Muita vez dormi no chão
Pra fazer minhas empreitada
Gritava de ficar rouco
Com o brazinu e o zebú
Nos verão era um sufoco
Lavrando de peito nu
Me lavorava no oco
Caçava muito tatu
Momento bom eram pouco
Na vida desse xiru
Arranquei doze tá de toco
Costeando o urubu caru
Grande abraço ao meu amigo
Luiz Politosque, era o proprietário
Dessa terra parceiro
Descorvarei abaixada
Tora de lenha eu partia
E muita vezes num banhado
Valu de apá eu fazia
Tinha o dedo calejado
De trabalhar em olaria
E muita vez quase cansado
De batalhar em quantia
Tijolo era cortado
Dez a doze mil por dia
O patrão dessa laria
Meu amigo, meu compadre Olivio Torres
É a testemunha e a prova
De que aqui não tem conversa fiada
Se escreve história verdadeira sagrada
Que retrata a vida de um próprio peão
Eu nunca dobrei minha espinha
Me tapava quando podia
E só comia quando tinha
Nos tempos que eu era peão
Saltava de madrugada
Descalço com os pés no chão
Nas manhãs branca de geada
Eu nunca adulei patrão
Nunca refuguei bolada
Sempre aguentei o tirão
Na braba lida pesada
Muita vez dormi no chão
Pra fazer minhas empreitada
Gritava de ficar rouco
Com o brazinu e o zebú
Nos verão era um sufoco
Lavrando de peito nu
Me lavorava no oco
Caçava muito tatu
Momento bom eram pouco
Na vida desse xiru
Arranquei doze tá de toco
Costeando o urubu caru
Grande abraço ao meu amigo
Luiz Politosque, era o proprietário
Dessa terra parceiro
Descorvarei abaixada
Tora de lenha eu partia
E muita vezes num banhado
Valu de apá eu fazia
Tinha o dedo calejado
De trabalhar em olaria
E muita vez quase cansado
De batalhar em quantia
Tijolo era cortado
Dez a doze mil por dia
O patrão dessa laria
Meu amigo, meu compadre Olivio Torres
É a testemunha e a prova
De que aqui não tem conversa fiada
Se escreve história verdadeira sagrada
Que retrata a vida de um próprio peão