Letra de Mulher Querência - Nico Fagundes
Nico Fagundes
CD Poesias 1995
Disco A
01
Asas Cortadas
02
O Meu Violão
03
Coração Perdido
04
Aldebaram
05
Final
06
Andresito
07
As Ovelhas
08
Dia da Secretária
09
Ser Namorado
10
Fogo Verde
11
Canto de Morte Para o Poeta em São Borja
12
Colorado
13
Tango
14
Súplica
15
Mulher Querência
16
Professora de Campanha
17
Velho Euclides, Meu Pai
18
Mulher Gaúcha
19
Os Cavaleiros do Mar
20
Penúltima China
21
Gaúcho
Mulher Querência
Na querência do teu corpo
Tem coxilhas e canhadas
Cacimbas de luas claras,
Matas escuras fechadas
E dois cerros de granito
Com pitangas coloradas
Só eu sei achar o rumo
Dos atalhos e picadas
E bebo a noite em teus olhos
No frescor das tuas aguadas
E fumo a brasa escondida
Das coivaras e queimadas
Como quem acende um sol
No largo das madrugadas
Eu morro em ti,
E me enterro,
E ressuscito outra vez
Semente chuva e mormaço,
Berro de potro e de rês.
Gineteio sem espora,
Faço o que ninguém fez.
Coração de ressolana
Com um ovo guacho de indês.
Nas quatro luas campeiras
De volta em roda do mês:
Dono, patrão, bolicheiro,
Escravo, peão, e freguês.
Tem coxilhas e canhadas
Cacimbas de luas claras,
Matas escuras fechadas
E dois cerros de granito
Com pitangas coloradas
Só eu sei achar o rumo
Dos atalhos e picadas
E bebo a noite em teus olhos
No frescor das tuas aguadas
E fumo a brasa escondida
Das coivaras e queimadas
Como quem acende um sol
No largo das madrugadas
Eu morro em ti,
E me enterro,
E ressuscito outra vez
Semente chuva e mormaço,
Berro de potro e de rês.
Gineteio sem espora,
Faço o que ninguém fez.
Coração de ressolana
Com um ovo guacho de indês.
Nas quatro luas campeiras
De volta em roda do mês:
Dono, patrão, bolicheiro,
Escravo, peão, e freguês.