Letra de Bem na Porteira - Cristiano Quevedo
Disco A
01
Gaúcho Coração
02
Com o Sonho na Garupa
03
Destino de Peão
04
Madrugadas Gavionas
05
Nas Patas do Meu Cavalo
06
Mate e Mel
07
Só da Rancheira
08
Bem na Porteira
09
Tocando em Frente
10
Pé no Estribo
11
Guri de Campo
12
Maria Rosa
13
A Luz de um Olhar
14
Botando Corda / Missioneira / Tá Pegando Fogo / O Tranco da Morena Rosa
15
Vida Gineta
16
A Última Flor do Rancho
17
Contraponto
18
Regresso Farroupilha
Bem na Porteira
Circunstâncias os limites pra quem vive no moerão
Num rancho de terra bruta a um metro e tanto do chão
Um casal de joão de barro com paciência, bico e asa
Escolheu bem na porteira pra erguer o sonho da casa
O barro depois da chuva bastou pra toda a morada
Mangueira de terra boa sovada com a cavalhada
O tempo fez dias claros e a construção foi parelha
Duas semanas o rancho foi do alicerce pras telhas
O macho levava cantos pro timbre do alambrado
Na partitura da cerca, anunciava os bem chegados
Toda manhã de setembro um canto novo acordava
Quando a fêmea emplumada, por sobre o rancho cantava
Porta pro lado do sol, meter a cara em porfia
E um canto de passarinho chamando as barras do dia
Por que a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa
De renascer todo o dia, aonde exista esperança...
Mas foi bem junto com a chuva que uma tropa de cruzada
Se apertou bem na porteira querendo pegar a estrada
E o moerão num trompaço perdeu o entono e a razão
E derrubou o ranchinho de terra e ninho pro chão
E a tropa cruzou por diante sem reparar o que fez
Casco e pisada quedaram dois sonhos de uma só vez
E o barreiro repousado no outro moerão da porteira
Parecia que buscava ao longe a sua companheira
Custou, mas cantou de novo, de asa e de bico aberto
Quando o casal se encontrou num cinamomo ali perto
Pra erguer um novo rancho no mesmo ciclo de espera
Longe do cruzo das tropas, na próxima primavera...
Porta pro lado do sol, meter a cara em porfia
E um canto de passarinho chamando as barras do dia
Por que a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa
De renascer todo o dia, aonde exista esperança...
Num rancho de terra bruta a um metro e tanto do chão
Um casal de joão de barro com paciência, bico e asa
Escolheu bem na porteira pra erguer o sonho da casa
O barro depois da chuva bastou pra toda a morada
Mangueira de terra boa sovada com a cavalhada
O tempo fez dias claros e a construção foi parelha
Duas semanas o rancho foi do alicerce pras telhas
O macho levava cantos pro timbre do alambrado
Na partitura da cerca, anunciava os bem chegados
Toda manhã de setembro um canto novo acordava
Quando a fêmea emplumada, por sobre o rancho cantava
Porta pro lado do sol, meter a cara em porfia
E um canto de passarinho chamando as barras do dia
Por que a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa
De renascer todo o dia, aonde exista esperança...
Mas foi bem junto com a chuva que uma tropa de cruzada
Se apertou bem na porteira querendo pegar a estrada
E o moerão num trompaço perdeu o entono e a razão
E derrubou o ranchinho de terra e ninho pro chão
E a tropa cruzou por diante sem reparar o que fez
Casco e pisada quedaram dois sonhos de uma só vez
E o barreiro repousado no outro moerão da porteira
Parecia que buscava ao longe a sua companheira
Custou, mas cantou de novo, de asa e de bico aberto
Quando o casal se encontrou num cinamomo ali perto
Pra erguer um novo rancho no mesmo ciclo de espera
Longe do cruzo das tropas, na próxima primavera...
Porta pro lado do sol, meter a cara em porfia
E um canto de passarinho chamando as barras do dia
Por que a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa
De renascer todo o dia, aonde exista esperança...