Letra de De Quem já Gastou as Esporas - Ângelo Franco
Disco A
01
Nos Encontros do Crioulo
02
Pelos Fundões do Brasil
03
Rio Ibicuí
04
Prenunciando
05
Gente Gaúcha e Cavalo
06
Potreiro Vazio
07
Coplas de Um Gaúcho Brasileiro
08
De São Miguel a Mercedes
09
Tento a Tento
10
Chacarera do Tempo
11
Desdomado
12
De Quem já Gastou as Esporas
13
Tio Laudelino
14
Fotossíntese
De Quem já Gastou as Esporas
Quem por muito andou tropeando, nunca teve pouso certo
Teve sim por companheiros a estrada e um céu aberto
Sempre firme nos arreios, galopeou a solidão
Deixando seu coração pra quem não vivia perto
Quem forjou pelos caminhos: cavalos, calos e amores
Bem sabe que os corredores não dão guarida e razão
Pois não é qualquer galpão que tem o calor da gente
Que sabe as coisas que sente fincadas no próprio chão
Não é que as dores da trilha não ensine a quem anda,
É que a cruzada se agranda e o que importa tem raíz.
O mundo é puro matiz, mas onde quer que se passe
O chão onde a gente nasce é o que a gente sempre quis
Por isso que quem carrega as manhas de ter andado
Conserva o solo sagrado desenhado nas retinas
Pois o beijo de outra china não é o da prenda mimosa
E a terra que não é a nossa nos vale o que nos ensina
Eu sou mais um que ja andou gastando o aço da espora
Mais da porteira pra fora, que da porteira pra dentro
É certo não me arrependo, porque vivi sem maldade,
E aprendi barbaridade, vivendo o meu próprio tempo.
Teve sim por companheiros a estrada e um céu aberto
Sempre firme nos arreios, galopeou a solidão
Deixando seu coração pra quem não vivia perto
Quem forjou pelos caminhos: cavalos, calos e amores
Bem sabe que os corredores não dão guarida e razão
Pois não é qualquer galpão que tem o calor da gente
Que sabe as coisas que sente fincadas no próprio chão
Não é que as dores da trilha não ensine a quem anda,
É que a cruzada se agranda e o que importa tem raíz.
O mundo é puro matiz, mas onde quer que se passe
O chão onde a gente nasce é o que a gente sempre quis
Por isso que quem carrega as manhas de ter andado
Conserva o solo sagrado desenhado nas retinas
Pois o beijo de outra china não é o da prenda mimosa
E a terra que não é a nossa nos vale o que nos ensina
Eu sou mais um que ja andou gastando o aço da espora
Mais da porteira pra fora, que da porteira pra dentro
É certo não me arrependo, porque vivi sem maldade,
E aprendi barbaridade, vivendo o meu próprio tempo.