Letra de Tento a Tento - Ângelo Franco
Disco A
01
Nos Encontros do Crioulo
02
Pelos Fundões do Brasil
03
Rio Ibicuí
04
Prenunciando
05
Gente Gaúcha e Cavalo
06
Potreiro Vazio
07
Coplas de Um Gaúcho Brasileiro
08
De São Miguel a Mercedes
09
Tento a Tento
10
Chacarera do Tempo
11
Desdomado
12
De Quem já Gastou as Esporas
13
Tio Laudelino
14
Fotossíntese
Tento a Tento
Se despediu o meu laço num fim de tarde por farra
Caúna! Justo num pelao bem jogado de cucharra
Pegou as mãos feito um raio que o oito tento jogou
Firmei na cincha do baio e laço então rebentou
O laço partiu ao meio se rebentou tento a tento
O potro se ergueu no pasto disparando contra o vento
Num jogo que eu sempre ganho talvez por dó ou capricho
A vida velha traiçoeira deu a vitória pra o bicho
Deu a vitória pra o bicho
Oiga-lê vida traiçoeira pealadora de mão cheia
Meu tombo vem de cucharra mas não vou trocar as oreia
Se caio num tombo feio, perco a pose e não a fé
Que mais rapido que um tigre galo bom fica de pé
Por vezes levanta poeira, cada tombo que se leva
Até o sol mais entonado um dia some na treva
Se refuga, se dispara, se bisca o lado da grota
Se ganha um laço na cara e o chão sumindo das bota
Mas não hay que levar susto, nem se encolher acoçado
Um dia o laço da vida fica seco e remalhado
E quem pealou sem piedade e fez do mundo um rodeio
Contempla a triste verdade de um laço partido ao meio
De um laço partido ao meio
Caúna! Justo num pelao bem jogado de cucharra
Pegou as mãos feito um raio que o oito tento jogou
Firmei na cincha do baio e laço então rebentou
O laço partiu ao meio se rebentou tento a tento
O potro se ergueu no pasto disparando contra o vento
Num jogo que eu sempre ganho talvez por dó ou capricho
A vida velha traiçoeira deu a vitória pra o bicho
Deu a vitória pra o bicho
Oiga-lê vida traiçoeira pealadora de mão cheia
Meu tombo vem de cucharra mas não vou trocar as oreia
Se caio num tombo feio, perco a pose e não a fé
Que mais rapido que um tigre galo bom fica de pé
Por vezes levanta poeira, cada tombo que se leva
Até o sol mais entonado um dia some na treva
Se refuga, se dispara, se bisca o lado da grota
Se ganha um laço na cara e o chão sumindo das bota
Mas não hay que levar susto, nem se encolher acoçado
Um dia o laço da vida fica seco e remalhado
E quem pealou sem piedade e fez do mundo um rodeio
Contempla a triste verdade de um laço partido ao meio
De um laço partido ao meio