Letra de Segredo Antigo - Adair de Freitas
Disco A
01
Previsão
02
De Já Hoje
03
Meu canto
04
Meu ranchinho
05
Mocito
06
Vento Xucro
07
Polka do Serro Chato
08
Estância da Harmonia
09
Cantiga da Esperança
10
Pampeano
11
Coplas Para um Tresnoitado
12
Obrigado Guria
Disco B
01
Sem Diploma ou Pedigree
02
Coplas de Saudade
03
Pra Falar do Zaino Estrela
04
Quando Chora uma Cordeona
05
Para Cantar o Rio Grande
06
Esses Meninos
07
Universo Campeiro
08
Palomas Postal da Pampa
09
Segredo Antigo
10
Searas de Paz
11
Romance de um Peão Posteiro
12
Changueiro de Vida e Lida
Segredo Antigo
Quando me abanco pra compor um verso,
Penso, começo, mas não chego ao fim,
Não é por vício, mas preciso um trago,
Para tropear o verso que há em mim.
E a rima brota saludando a vida,
Como parida de um parto sem dor,
De lombo duro pra contar verdades,
Mansa e costeada pra falar de amor.
A cana é doce, amarga é a canha,
A vida é boa, o mundo não,
Se assim não fosse, que coisa estranha,
Eu não teria nem inspiração.
Meu verso pobre já pegou costume,
De ser meu lume pela vida afora,
E me conduz na escuridão do mundo,
Quando a saudade me cutuca esporas.
Por ter meu canto a transparência ingênua,
Da canha pura que golpeio a esmo,
Às vezes conto este segredo antigo,
De achar abrigo dentro de mim mesmo.
Penso, começo, mas não chego ao fim,
Não é por vício, mas preciso um trago,
Para tropear o verso que há em mim.
E a rima brota saludando a vida,
Como parida de um parto sem dor,
De lombo duro pra contar verdades,
Mansa e costeada pra falar de amor.
A cana é doce, amarga é a canha,
A vida é boa, o mundo não,
Se assim não fosse, que coisa estranha,
Eu não teria nem inspiração.
Meu verso pobre já pegou costume,
De ser meu lume pela vida afora,
E me conduz na escuridão do mundo,
Quando a saudade me cutuca esporas.
Por ter meu canto a transparência ingênua,
Da canha pura que golpeio a esmo,
Às vezes conto este segredo antigo,
De achar abrigo dentro de mim mesmo.