Letra de Meu Canto - Nilton Ferreira
Disco A
01
Aguaceiro
02
Canção Para um Peão Solito
03
Partejando
04
Com Permisso
05
Na Boca da Noite Grande
06
Ah!!! Felicidade
07
Cancela da Alma
08
Chasque, Tropa e Saudade
09
Pra Quem Escora no Braço
10
Pra Quem Faz Cama dos Arreios
11
Nas Horas Ermas
12
Coplas Pra Quem Envelheceu o Tempo
13
De Onde Vem a Minha Voz
14
Quando a Alma do Campo Chora
15
Futuro de Campeador
16
Versos Pra Dom Ricardo
17
No Tilintar das Pedras
18
No Trono dos Bastos
Disco B
01
Meu Canto
02
O Poder da Lágrima
03
O Regalo do Jacinto
04
O Zaino do Mulato
05
Os Meus Cavalos
06
No Império das Estâncias
07
Pai!
08
Nas Cruz do Meu Zaino
09
Prestando Contas
10
Querência da Alma
11
Reminiscências
12
Ritual de Campo
13
Antes da Sombra do Tarumã
14
Se o Verso Vem de a Cavalo
15
Touro Alçado
16
Pra Quem Faz Cama dos Arreios – Ao Vivo - Participação Especial: Jorge Freitas
17
Aguaceiro – Ao Vivo - Participação Especial: Jorge Freitas
Meu Canto
Meu canto não conhece desencanto
vem peleando a tanto tempo
mas não cansa de pelear
hoje já se ouve a ressonância
dessa voz de peão de estância
conquistando seu lugar
meu canto, se quiser eu te ofereço
pois ninguém me bota preço
quando não quero cantar
meu canto, companheiro, não se iluda
É como um cavalo de muda
que cansou de cabrestear
meu canto tem cheiro de terra e pampa
É um andejo que se acampa
tendo o mundo por galpão
grita pra que o mundo inteiro ouça
É raiz de muita força rebrotando deste chão
meu canto, não é mágoa, não é pranto
nem passado, nem futuro,
que o presente é mais verdade
hoje o amanhã não me fascina
tenho o ontem que me ensina
mas não vivo de saudade
canto nesta terra onde me planto
mas não pise no meu poncho
que eu empaco e me boleio
canto pra pedir mais igualdade
quem não gosta da verdade
que se aparte do rodeio
meu canto tem cheiro de terra e pampa
É um andejo que se acampa
tendo o mundo por galpão
grita pra que o mundo inteiro ouça
É raiz de muita força rebrotando deste chão
canto, e minha voz quando levanto
não traz ódio nem maldade
coisas que não sei sentir
não que seja mais que qualquer outro
nem mais taura, nem mais potro,
se disser eu vou mentir
peço pra quem julga e dá conceito
que esqueça o preconceito
e me aceite como sou
manso como água de cacimba,
mas palanque que não timbra
porque o tempo enraizou
vem peleando a tanto tempo
mas não cansa de pelear
hoje já se ouve a ressonância
dessa voz de peão de estância
conquistando seu lugar
meu canto, se quiser eu te ofereço
pois ninguém me bota preço
quando não quero cantar
meu canto, companheiro, não se iluda
É como um cavalo de muda
que cansou de cabrestear
meu canto tem cheiro de terra e pampa
É um andejo que se acampa
tendo o mundo por galpão
grita pra que o mundo inteiro ouça
É raiz de muita força rebrotando deste chão
meu canto, não é mágoa, não é pranto
nem passado, nem futuro,
que o presente é mais verdade
hoje o amanhã não me fascina
tenho o ontem que me ensina
mas não vivo de saudade
canto nesta terra onde me planto
mas não pise no meu poncho
que eu empaco e me boleio
canto pra pedir mais igualdade
quem não gosta da verdade
que se aparte do rodeio
meu canto tem cheiro de terra e pampa
É um andejo que se acampa
tendo o mundo por galpão
grita pra que o mundo inteiro ouça
É raiz de muita força rebrotando deste chão
canto, e minha voz quando levanto
não traz ódio nem maldade
coisas que não sei sentir
não que seja mais que qualquer outro
nem mais taura, nem mais potro,
se disser eu vou mentir
peço pra quem julga e dá conceito
que esqueça o preconceito
e me aceite como sou
manso como água de cacimba,
mas palanque que não timbra
porque o tempo enraizou