Letra de Zaino dos Cinco Salsos - Nilton Ferreira
Disco A
01
Nos Varzedos da Fronteira
02
O Peão de Estância
03
Em Nome da Espora, do Mango e do Tento
04
Gaúcho de Coração
05
Não é Gaúcho Quem Não Gostar de Cavalo
06
Mocito
07
Zaino dos Cinco Salsos
08
De Tropa, Tempo e Distância
09
Pa Orgulho do Rio Grande
10
De Quem Vive Entre os Cavalos
11
Na Presilha do Laço
12
Saudade Reiuna
13
Pelos
Zaino dos Cinco Salsos
Na vida de domador encontrei muito caborteiro
Cheio de espinho no lombo que nem ouriço cacheiro
Igual este zaino mocho maneteador e coiceiro.
Crioulo dos cinco salsos lá no fundão de bagé
Se criou pelos banhados arisco igual caburé
Pulando cerca de pedra e deixando a indiada de a pé.
Essa vida meu irmão tem muitos encantamentos
Enquanto o zaino veiaqueava direito a um mato carrasquento
Eu escutava uma milonga bordoneada pelo vento.
Larguem no más este macho que tá com lombo que é um serro
Que hoje eu te desengane e talvez te pague o enterro
Tenho sangue de bugio mestre e sou metido a “martín fierro”.
Deram um tapa no focinho e foi aquele sarandeio
Abri o peito com gama como quem para um rodeio.
E o maula saiu sem rumo como cego em tiroteio.
Falado:
Quase na entrada do mato por deus até me comovo
Larguei eu mango cabeçudo nas orelhas sem retovo.
Sai correndo lá na frente
E quando ele quis levantar eu tava montado de novo.
Cantado
Minha metade centauro agora é este zaino mocho
Que eu tirei pra meu irmão e hoje vive sem arrocho
Eu mateio no galpão, ele quebra milho no cocho.
Cheio de espinho no lombo que nem ouriço cacheiro
Igual este zaino mocho maneteador e coiceiro.
Crioulo dos cinco salsos lá no fundão de bagé
Se criou pelos banhados arisco igual caburé
Pulando cerca de pedra e deixando a indiada de a pé.
Essa vida meu irmão tem muitos encantamentos
Enquanto o zaino veiaqueava direito a um mato carrasquento
Eu escutava uma milonga bordoneada pelo vento.
Larguem no más este macho que tá com lombo que é um serro
Que hoje eu te desengane e talvez te pague o enterro
Tenho sangue de bugio mestre e sou metido a “martín fierro”.
Deram um tapa no focinho e foi aquele sarandeio
Abri o peito com gama como quem para um rodeio.
E o maula saiu sem rumo como cego em tiroteio.
Falado:
Quase na entrada do mato por deus até me comovo
Larguei eu mango cabeçudo nas orelhas sem retovo.
Sai correndo lá na frente
E quando ele quis levantar eu tava montado de novo.
Cantado
Minha metade centauro agora é este zaino mocho
Que eu tirei pra meu irmão e hoje vive sem arrocho
Eu mateio no galpão, ele quebra milho no cocho.