Letra de Ritual Madrugueiro - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Do Sul do Mundo
02
Surungo de Rabo Atado
03
Gaiteiro, Galpão e China
04
Ritual Madrugueiro
05
Guitarra, Pampa e Milonga
06
Balanceando as Melena
07
Voluntária
08
Tranco de Baile
09
Beiçudo de Queixo Atado
10
Cantiga de Payador
11
Chasque pra um Piá Novo
12
João Mulato
13
Garrão do Pampa
14
De Mala e Cuia pra Campanha
15
Retratando a Estampa
16
MP3 Gaudério
Ritual Madrugueiro
Xirú Missioneiro
Eu trago entre as linhas de um verso campeiro
Ritual madrugadeiro que a estância executa
A imagem da pampa silente e sombria
Parindo outro dia de vida e labuta.
A coruja mandrulha da ponta da trama
A geada que acama no campo do posto
No pé da macega deu cria tambeira
Lambe a terneira apojando o calostro
O baio amanhece com gelo nas crina
Que a bruxas teatinas andaram transando
No vidro do açude uma garça se mira
Lá embaixo as traíras madrugam caçando
Com réstias de estrelas a pampa desperta
Coiceando a coberta pra mais um embate
Enquanto um piazito volteia as encilhas
A indiada caudilha se encharca de mate
Pachola entre os galhos da velha figueira
Vigiando a parceira um Cardeal faz payada
Da guarita do oitão o fiel Ovelheiro
Da um pé na Três Pelo que vem da caçada
Do céu a boiera em luzente mirada
Alumbra a morada dos desuses rurais
Cá embaixo um galito abre o peito na guincha
E um potro relincha chamando os demais
Festejam os cusco ao abrir o galpão
E um guaxo pidão sai dos pés do caseiro
As mansas se achegam mugindo em acordoado
Enquanto a terneirada entesam o berreiro
Com réstias de estrelas a pampa desperta
Coiceando a coberta pra mais um embate
Enquanto um piazito volteia as encilhas
A indiada caudilha se encharca de mate
(A vida atropela com cara de pega
e o fogo se entrega e o baio pede freio,
o mate lavado se faz derradeiro
e os homem campeiro se vão pros arreio)
por nelson de campos
Eu trago entre as linhas de um verso campeiro
Ritual madrugadeiro que a estância executa
A imagem da pampa silente e sombria
Parindo outro dia de vida e labuta.
A coruja mandrulha da ponta da trama
A geada que acama no campo do posto
No pé da macega deu cria tambeira
Lambe a terneira apojando o calostro
O baio amanhece com gelo nas crina
Que a bruxas teatinas andaram transando
No vidro do açude uma garça se mira
Lá embaixo as traíras madrugam caçando
Com réstias de estrelas a pampa desperta
Coiceando a coberta pra mais um embate
Enquanto um piazito volteia as encilhas
A indiada caudilha se encharca de mate
Pachola entre os galhos da velha figueira
Vigiando a parceira um Cardeal faz payada
Da guarita do oitão o fiel Ovelheiro
Da um pé na Três Pelo que vem da caçada
Do céu a boiera em luzente mirada
Alumbra a morada dos desuses rurais
Cá embaixo um galito abre o peito na guincha
E um potro relincha chamando os demais
Festejam os cusco ao abrir o galpão
E um guaxo pidão sai dos pés do caseiro
As mansas se achegam mugindo em acordoado
Enquanto a terneirada entesam o berreiro
Com réstias de estrelas a pampa desperta
Coiceando a coberta pra mais um embate
Enquanto um piazito volteia as encilhas
A indiada caudilha se encharca de mate
(A vida atropela com cara de pega
e o fogo se entrega e o baio pede freio,
o mate lavado se faz derradeiro
e os homem campeiro se vão pros arreio)
por nelson de campos