Letra de Tempos de Seca - Grupesquisa - Califórnia da Canção Nativa
Lado A
01
Negro da Gaita - C. Passarinho e Os Fogoneiros
02
Colorada - Ademar Silvio e Os Cambarás
03
Leontina das Dores Fala de Flores - Rosa Maria
04
Bendito - Marco Aurélio Vasconcellos e Os Posteiros
05
Dom Zorrilho - Oristela Alves e Os Posteiros
06
Prece à Manderú Tupã - Grupo Terra Viva
Lado B
01
6 da Manhã - Zézinho Athanázio e Grupo Clã
02
João Sem Medo - Oristela Alves e Os Uruchês
03
Poncho e Pala - Marco Aurélio Vasconcellos
04
Mala de Garupa - Jorge André e Os Uruchês
05
Vaqueano - Leopoldo Rassier
06
Tempos de Seca - Grupesquisa
Tempos de Seca - Grupesquisa
A seca fere os olhos do campeiro
Quando uma rês procura água
Mugindo em seu desespero
Como um lamento, uma mágoa
Meu Deus, olhando pra o céu
Pras bandas do Uruguai
Rezo e tiro o meu chapéu
Será que esta chuva cai
É pasto seco e queimada
Tropa de gado e fiador
Procurando alguma aguada
Onde a vida tem valor
Todo o dia a mesma esperança
Chega outra noite estrelada
É um desgosto na estrada
Ver pensativa a peonada
O açude em frente as casas
Secou sem deixar vertente
As marrecas bateram asas
Que dor na alma da gente
Ali, apontando o dedo
Mostrando pra uma visita
Como se fosse um segredo
O capataz revisita
Busca no fundo do peito
O postal de um campo verde
A sanga correndo em seu leito
Pra tropilha matar a sede
Assim vai passando o tempo
Mas um rural não se curva
Bombeia a nuvem, cuida o vento
Quem sabe amanhã vem chuva.
Quando uma rês procura água
Mugindo em seu desespero
Como um lamento, uma mágoa
Meu Deus, olhando pra o céu
Pras bandas do Uruguai
Rezo e tiro o meu chapéu
Será que esta chuva cai
É pasto seco e queimada
Tropa de gado e fiador
Procurando alguma aguada
Onde a vida tem valor
Todo o dia a mesma esperança
Chega outra noite estrelada
É um desgosto na estrada
Ver pensativa a peonada
O açude em frente as casas
Secou sem deixar vertente
As marrecas bateram asas
Que dor na alma da gente
Ali, apontando o dedo
Mostrando pra uma visita
Como se fosse um segredo
O capataz revisita
Busca no fundo do peito
O postal de um campo verde
A sanga correndo em seu leito
Pra tropilha matar a sede
Assim vai passando o tempo
Mas um rural não se curva
Bombeia a nuvem, cuida o vento
Quem sabe amanhã vem chuva.