Letra de Despedida - Ângela Gomes - Califórnia da Canção Nativa
Disco A
01
O "Revorve" do Tropeiro - Pirisca Grecco
02
No Tempo do Quintino - Lisandro Amaral
03
O Tombo - Pirisca Grecco e Angelo Franco
04
De Canto e Tropa - Robledo Martins
05
Combate de Campo - Angelo Franco
06
Despedida - Ângela Gomes
07
Apaisanado - César Oliveira e Rogério Mello
08
Pras Encilhas de um Palheiro - Rodrigo Duarte
09
O Cantar Que Nos Hermana - Pirisca Grecco
10
Rio Grande Eterno - Luiz Carlos Borges
11
Beira de Estrada - Leandro Berleze e Alan Veiga
12
No Universo de Borges - Chico Saratt
Disco B
01
Fronteira - César Oliveira
02
Um Minuto de Silêncio - Marco Aurélio Vasconcellos
03
O Muro - Jairo Lambari Fernandes
04
Na Ronda do Tempo - Jorge Guedes
05
O Laçador de Barro - João de Almeida Neto
06
Milonga Bruxa - Ricardo Martins
07
Responso de Santantonio - Celina Pereira e Jader Duarte
08
Licurgo - Candido da Silva Alves
09
Pistola Boca de Sino - Ricardo Carus
10
Cabanha Toro Passo - César Oliveira e Rogério Mello
11
Procedência - Ricardo Carus
12
Torres do Sul - Ângela Gomes
Despedida - Ângela Gomes
Letra: Jaime Vaz Brasil
Música: Ricardo Freire
Intérprete: Angela Gomes
Quando a guerra não foi mais que um simples jogo
Quando o medo fez mais cedo um outro escuro
E o futuro se fez logo ali, dobrando
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o mundo foi além do meu quintal
Quando a vida foi jornal e não história
E a memória fez a contramão do dia
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o guarda que dormia nos brinquedos
Pôs o dedo no olhar da minha pressa
E quis ver o que a vida fez de mim
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o vento não me fez abrir os braços
Ao abraço sideral de estar voando
E a pandorga me fugiu sem dizer quando
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando a noite foi algema no meu sono
E eu, de dono, fui escravo de um relógio
E no pulso pus dilema e cotidiano
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o tempo foi julgado em outra lei
E a tristeza me beijou, tão natural
Nas paredes, no vazio fundo da casa
Eu vi, amiga: era tarde.
Muito tarde.
Música: Ricardo Freire
Intérprete: Angela Gomes
Quando a guerra não foi mais que um simples jogo
Quando o medo fez mais cedo um outro escuro
E o futuro se fez logo ali, dobrando
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o mundo foi além do meu quintal
Quando a vida foi jornal e não história
E a memória fez a contramão do dia
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o guarda que dormia nos brinquedos
Pôs o dedo no olhar da minha pressa
E quis ver o que a vida fez de mim
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o vento não me fez abrir os braços
Ao abraço sideral de estar voando
E a pandorga me fugiu sem dizer quando
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando a noite foi algema no meu sono
E eu, de dono, fui escravo de um relógio
E no pulso pus dilema e cotidiano
Eu vi, amiga: era tarde.
Quando o tempo foi julgado em outra lei
E a tristeza me beijou, tão natural
Nas paredes, no vazio fundo da casa
Eu vi, amiga: era tarde.
Muito tarde.