Letra de Escravo Da Saudade - Paulo Gualberto
Disco A
01
De Marca e Sinal
02
Pra Bailá Nas Fandangueira
03
Escravo Da Saudade
04
Palanqueando A Tradição
05
Milonga Pra Um Ginete
06
Virando Ao Avesso
07
A Coisa Tá Osca
08
Valores Da Vida Rural
09
Sou Dessa Lida
10
Campeiro Com Doutorado
11
Recebendo Uma Visita
12
Pro Bailão Da Tia Maruca
13
Analisando Tropilhas
Escravo Da Saudade
(Paulo Gualberto)
vamos, moçada, dançar um xote largado
arrodiado pros dois lado´, na sala dum ctg
comer costela assada em lenha na vala
tradição que me regala este jeito de viver
encilha o pingo, emala o poncho no arreio
mesmo com o tempo feio a tropa tem que seguir
leva na guampa uma pura de alambique
se acaso tu ficar triste, leva um trago pra esquecer
pra quem não teve uma vida na campanha
o coração não estranha e nem forte pega a bater
mas prum campeiro que se embretou na cidade
hoje é escravo da saudade no seu jeito de viver
jogar um truco, tentiar a sorte no osso
se aprende logo de moço a forma de se entreter
correr carreira em pelo numa gateada
é tudo que precisava no domingo acontecer
beber apojo ordenhado no galpão
quem já fez sabe que é bom nem é preciso dizer
comer canjica numa guampa de coalhada
num pampa branco de geada, num bonito amanhecer
pra quem não teve sua vida na campanha...
hoje, distante, relembra a velha morada
o canto da passarada quando chega o alvorecer
mateia triste sonhando com o galpão
o pai-de-fogo e o alazão e o campo p´a recorrer
todo campeiro que se ilude com a cidade
sofre uma barbaridade, é como um potro bagual
aceita arreios e o freio da saudade
mas a sua liberdade é uma coisa desigual
pra quem não teve uma vida na campanha...
vamos, moçada, dançar um xote largado
arrodiado pros dois lado´, na sala dum ctg
comer costela assada em lenha na vala
tradição que me regala este jeito de viver
encilha o pingo, emala o poncho no arreio
mesmo com o tempo feio a tropa tem que seguir
leva na guampa uma pura de alambique
se acaso tu ficar triste, leva um trago pra esquecer
pra quem não teve uma vida na campanha
o coração não estranha e nem forte pega a bater
mas prum campeiro que se embretou na cidade
hoje é escravo da saudade no seu jeito de viver
jogar um truco, tentiar a sorte no osso
se aprende logo de moço a forma de se entreter
correr carreira em pelo numa gateada
é tudo que precisava no domingo acontecer
beber apojo ordenhado no galpão
quem já fez sabe que é bom nem é preciso dizer
comer canjica numa guampa de coalhada
num pampa branco de geada, num bonito amanhecer
pra quem não teve sua vida na campanha...
hoje, distante, relembra a velha morada
o canto da passarada quando chega o alvorecer
mateia triste sonhando com o galpão
o pai-de-fogo e o alazão e o campo p´a recorrer
todo campeiro que se ilude com a cidade
sofre uma barbaridade, é como um potro bagual
aceita arreios e o freio da saudade
mas a sua liberdade é uma coisa desigual
pra quem não teve uma vida na campanha...