Letra de Rincão de Sant'ana - Mano Lima
Disco A
01
Bebendo Canha e Tocando Gaita
02
As Cadela
03
Batendo os Guará
04
Tapado na Lã de Cabro
05
Lagarto Pitoco
06
O Veneno do Ovo
07
Vaneira do Célio
08
Domingo de Ramos
09
Gaúcho Forçado
10
O Beijo e o Tango
11
Invasão Paraguaia
12
De Pai Pra Filho
13
Bodoque Ecológico
14
O Suor do Negro e o Sangue do Boi
15
Coisa Mais Amor
16
Rincão de Sant'ana
17
Tributo à Dorival Gonçalves Neto
18
Aos Amigos de Santa Maria
Rincão de Sant'ana
Minha mãe, me acorde cedo
Pode ser de madrugada
Quero saltar da carona
Junto com a estrela d'alva
Quero ir lá pra Sant'Ana
Tentear a ferpa numa potrada
Me dá licença, patrão
Passe pra diante, bom peão
Boleia a perna, amigaço
Desencilhe o redomão
Vejo que está domando
Por isso vou perguntar
Mas se é daqueles que doma'
Ou só ensina de andar
Se viu que estou domando
Que o meu ofício é domar
Pode mandar voltear a eguada
Que amanhã quero pegar
Vou apartar só os veiaco'
Pra botar o meu buçal
Só o que berra no laço
Que pateia no bocal
No outro dia bem cedo
As quatro da madrugada
Quando eu vi, veio o patrão
Tá na mangueira a eguada
Tinha um baio cabos negros
Que me chamou a atenção
Só com a chincha e a peiteira
E a argola do travessão
Me disse: -É de ser abolido
É louco de caborteiro
Derrubou o domador
E se escapou co's arreio'
Eu disse: -Eu não me importo
Se o senhor não se importar
É abolido mas meus caco'
Ele não vai extraviar
Esse é bom porque é veiaco'
E não precisa adelgaçar
Tinha uma china bonita
Lá em cima do sobrado
Que me olhava com encanto
Me deixando apaixonado
-Esse é dono dos arreio'
Disse ela pro patrão
Vai riscar de espora o baio
E amansar meu coração
Alcei a perna no baio
E já encontrei roncando
E antes de me estribar
Já trouxe a pata cortando
Cada corcóveo que dava
Me levantava as melena'
E eu tirava o chapéu
E abanava pra morena
E o baio ia berrando
Se trompeando nas chilena'
Alo largo e alo lejo
A estância, um dia deixei
O baio, eu quebrei do queixo
E a morena, eu carreguei
Hoje tenho no meu rancho
Uma china que me ama
Essa é a história de um gaúcho
Lá do Rincão de Sant'Ana
Pode ser de madrugada
Quero saltar da carona
Junto com a estrela d'alva
Quero ir lá pra Sant'Ana
Tentear a ferpa numa potrada
Me dá licença, patrão
Passe pra diante, bom peão
Boleia a perna, amigaço
Desencilhe o redomão
Vejo que está domando
Por isso vou perguntar
Mas se é daqueles que doma'
Ou só ensina de andar
Se viu que estou domando
Que o meu ofício é domar
Pode mandar voltear a eguada
Que amanhã quero pegar
Vou apartar só os veiaco'
Pra botar o meu buçal
Só o que berra no laço
Que pateia no bocal
No outro dia bem cedo
As quatro da madrugada
Quando eu vi, veio o patrão
Tá na mangueira a eguada
Tinha um baio cabos negros
Que me chamou a atenção
Só com a chincha e a peiteira
E a argola do travessão
Me disse: -É de ser abolido
É louco de caborteiro
Derrubou o domador
E se escapou co's arreio'
Eu disse: -Eu não me importo
Se o senhor não se importar
É abolido mas meus caco'
Ele não vai extraviar
Esse é bom porque é veiaco'
E não precisa adelgaçar
Tinha uma china bonita
Lá em cima do sobrado
Que me olhava com encanto
Me deixando apaixonado
-Esse é dono dos arreio'
Disse ela pro patrão
Vai riscar de espora o baio
E amansar meu coração
Alcei a perna no baio
E já encontrei roncando
E antes de me estribar
Já trouxe a pata cortando
Cada corcóveo que dava
Me levantava as melena'
E eu tirava o chapéu
E abanava pra morena
E o baio ia berrando
Se trompeando nas chilena'
Alo largo e alo lejo
A estância, um dia deixei
O baio, eu quebrei do queixo
E a morena, eu carreguei
Hoje tenho no meu rancho
Uma china que me ama
Essa é a história de um gaúcho
Lá do Rincão de Sant'Ana