Letra de O Suor do Negro e o Sangue do Boi - Mano Lima
Disco A
01
Bebendo Canha e Tocando Gaita
02
As Cadela
03
Batendo os Guará
04
Tapado na Lã de Cabro
05
Lagarto Pitoco
06
O Veneno do Ovo
07
Vaneira do Célio
08
Domingo de Ramos
09
Gaúcho Forçado
10
O Beijo e o Tango
11
Invasão Paraguaia
12
De Pai Pra Filho
13
Bodoque Ecológico
14
O Suor do Negro e o Sangue do Boi
15
Coisa Mais Amor
16
Rincão de Sant'ana
17
Tributo à Dorival Gonçalves Neto
18
Aos Amigos de Santa Maria
O Suor do Negro e o Sangue do Boi
A pele retinta, tingida de sangue
Mostrando as feridas e a dor do açoite
O suor derramado pelo saladeiro
Te di' a Charqueada, senzala de noite
Vivia o escravo, cativo de estância
Com a mesma sina de mercadoria
O boi tastaveando pra um charque futuro
Esperando a morte depois da sangria
O suor do negro e o sangue do boi
Encheram guaiacas de donos feudais
Fazendo do gado o ocro na morte
E a vida do negro, salgada demais
Vivia o escravo, cativo de estância
Com a mesma sina de mercadoria
O boi tastaveando pra um charque futuro
Esperando a morte depois da sangria
Nos dias de hoje, o negro liberto
Já não tem a fúria das mãos do feitor
Mas ainda sente o chicote do mundo
Pelas diferenças de credo e de cor
Mas ainda sente o chicote do mundo
Pelas diferenças de credo e de cor
"A vida na terra foi globalizada
E é cabresteada por muita ganância
Onde muitas vidas são acorrentadas
No tronco da intolerância"
Mostrando as feridas e a dor do açoite
O suor derramado pelo saladeiro
Te di' a Charqueada, senzala de noite
Vivia o escravo, cativo de estância
Com a mesma sina de mercadoria
O boi tastaveando pra um charque futuro
Esperando a morte depois da sangria
O suor do negro e o sangue do boi
Encheram guaiacas de donos feudais
Fazendo do gado o ocro na morte
E a vida do negro, salgada demais
Vivia o escravo, cativo de estância
Com a mesma sina de mercadoria
O boi tastaveando pra um charque futuro
Esperando a morte depois da sangria
Nos dias de hoje, o negro liberto
Já não tem a fúria das mãos do feitor
Mas ainda sente o chicote do mundo
Pelas diferenças de credo e de cor
Mas ainda sente o chicote do mundo
Pelas diferenças de credo e de cor
"A vida na terra foi globalizada
E é cabresteada por muita ganância
Onde muitas vidas são acorrentadas
No tronco da intolerância"