Letra de Matando no Cansaço - Crioulo Batista
Disco A
01
Tocador de Vaneira
02
Matando no Cansaço
03
Sopro e Cordas
04
Campereada de Gaiteiro
05
Meu Martírio
06
Terra Abençoada
07
Morena Faceira
08
Amor de Primavera
09
Gaita Companheira
10
Ao Payador do Brasil
11
Gaitinha Fandangueira
12
Saudade de Guarapuava
13
Não me Entrego ao Mulheredo
14
Paraná dos Meus Encantos
15
Ninguém Pega na Minha
Matando no Cansaço
(Bruno Neher)
Pra minha prenda eu mandei esse recado
Que no próximo feriado não ia lhe visitar
Ia correr o zaino do seu rodrigo
E, como ele é meu amigo, eu não podia faltar
Chegando o dia, já me bandeei pras "carreira"
Numa égua parideira que muito já me ajudou
Ganhei uns trocos e bebi com meus amigos
Pois o zaino do rodrigo a tal carreira ganhou
Dali uns dias, quando eu estava em casa
Alguém veio botar brasa num assado que era meu
E me contou que a minha rica prendinha
Foi dançar numa festinha e pra outro se vendeu
Fiquei cabrito, mas logo fui me acalmando
Porque quem vive jogando sabe ganhar e perder
Que vá pro inferno esta chinoca mesquinha
Que por uma visitinha já deixou de me querer
Sou carinhoso e gosto de dar agrado
Mas andar enrabichado me faz sentir esquisito
E tem mulher que sabe, mas não consente
Que, às vezes, o vivente precisa sair solito
Eu sou daqueles que não liga pro azar
Se perder ou se ganhar, da parada não dispara
Com tanta china na chuleada e na tocaia
Não falta um rabo-de-saia pra quem tem barba na cara
Sou índio guapo na cancha reta do amor
Somente sou perdedor quando a china não me agrada
Em artimanha, ninguém me dobra o topete
Chego a marcar dezessete correndo em terra lavrada
Não vai ser fácil me matarem no cansaço
Pois não é qualquer abraço que vai me aprisionar
Ditado antigo que todo mundo aconselha
Cachorro que come ovelha, só matando pra parar
Pra minha prenda eu mandei esse recado
Que no próximo feriado não ia lhe visitar
Ia correr o zaino do seu rodrigo
E, como ele é meu amigo, eu não podia faltar
Chegando o dia, já me bandeei pras "carreira"
Numa égua parideira que muito já me ajudou
Ganhei uns trocos e bebi com meus amigos
Pois o zaino do rodrigo a tal carreira ganhou
Dali uns dias, quando eu estava em casa
Alguém veio botar brasa num assado que era meu
E me contou que a minha rica prendinha
Foi dançar numa festinha e pra outro se vendeu
Fiquei cabrito, mas logo fui me acalmando
Porque quem vive jogando sabe ganhar e perder
Que vá pro inferno esta chinoca mesquinha
Que por uma visitinha já deixou de me querer
Sou carinhoso e gosto de dar agrado
Mas andar enrabichado me faz sentir esquisito
E tem mulher que sabe, mas não consente
Que, às vezes, o vivente precisa sair solito
Eu sou daqueles que não liga pro azar
Se perder ou se ganhar, da parada não dispara
Com tanta china na chuleada e na tocaia
Não falta um rabo-de-saia pra quem tem barba na cara
Sou índio guapo na cancha reta do amor
Somente sou perdedor quando a china não me agrada
Em artimanha, ninguém me dobra o topete
Chego a marcar dezessete correndo em terra lavrada
Não vai ser fácil me matarem no cansaço
Pois não é qualquer abraço que vai me aprisionar
Ditado antigo que todo mundo aconselha
Cachorro que come ovelha, só matando pra parar