Letra de Volteada de Baguais - Zé Moraes

Volteada de Baguais

(Zé Moraes/ Marcos Serpa)
Nasceu na estância Don Juca um potrilho da marca quente
Cresceu e se fez cavalo largado ali ao relento
O cavalo tinha dono faltava-lhe o batizado
Apertaram orelha e cola e o ferro chiou no costado
O potro conheceu marca em seguida veio o arreame
Me pediram que eu montasse no lombo daquele infame

O potro pula eu cravo a espora sento o mango nas “oreia”
Que o duelo é bem bagual e só um vence a peleia

Ao botar o pé no estribo do potro do queixo roxo
Me deu um misto de medo olhando por cima do mocho
Mandei que largasse o dito e o bicho desassossego
Tapeie meu chapéu pra riba bagual xucro também sô
A espora veia transando sangue e pelo caindo
E o crinudo corcoveando pra o campo fomos saindo

Só se ouvia o relincho campo a fora a “corcoveá”
Só depois de hora e meia é que o potro foi se “acalmá”
Voltiei pela estância inteira lá pro fundo da invernada
E cheguei de rédea solta na pura marcha troteada
Só restou couro na espora que presa ao garrão cutuca
E o potro é o melhor cavalo lá da estância do Don Juca

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