Letra de Xucra Devoção - Grupo Oh de Casa
Disco A
01
Apresentação
02
Ajeitando o Namoro
03
Cantando a Saudade
04
Pra Fandanguear
05
Oh! de Casa
06
Honrando o Xucrismo
07
Sem Matear Não Vou
08
Vaneirinha Apaixonada
09
Fandangueando no Sul
10
Saudade de Um Grande Amor
11
Lida de Peão
12
Jeito de Domar
13
Firmando o Legado
14
Num Trancão do Tempo Antigo
15
Prece ao Patrão do Céu
16
Casinha Tosca
17
Dia de Festança
18
Trocando de Arreio
19
Retrato do Meu Pai
20
Xucra Devoção
21
No Arremate do Baile
Xucra Devoção
(Valdene Vidal/Valdomiro Vidal)
Nasci num rancho de barro, na beira de um corredor
Cresci no lombo do pingo, fui tropeiro e domador
O mundo foi meu colégio e não tive o privilégio
De aprender com professor
Aprendi a amar a deus, por instinto e vocação
E pouco a pouco formando minha xucra devoção
Do laço fiz um rosário e construí um santuário
Com os aperos do galpão
Fiz a pia batismal da água clara da sanga
No verso fiz oração, a hóstia fiz de pitanga
O sermão fiz benzimento para o bicho peçonhento
Que mordeu meu boi de canga
Minha bíblia foi o fole da sanfona de oito baixos
Que eu abria sobre o manto do couro de um potro guacho
Meu chapéu foi sacristia, fiz as contas de maria
Nos flecos do barbicacho
Do pala fiz a batina, eu mesmo fui o vigário
A canha fiz de água benta, me batizei solitário
São presentes do destino, que ganhei quando menino
Não tem valor monetário
Na estância grande o céu, o patrão há de ter pena
E reservar um cantinho pra quem na vida terrena
Cresceu xucro sem batismo e só leu o catecismo
Nos olhos de uma morena
Nasci num rancho de barro, na beira de um corredor
Cresci no lombo do pingo, fui tropeiro e domador
O mundo foi meu colégio e não tive o privilégio
De aprender com professor
Aprendi a amar a deus, por instinto e vocação
E pouco a pouco formando minha xucra devoção
Do laço fiz um rosário e construí um santuário
Com os aperos do galpão
Fiz a pia batismal da água clara da sanga
No verso fiz oração, a hóstia fiz de pitanga
O sermão fiz benzimento para o bicho peçonhento
Que mordeu meu boi de canga
Minha bíblia foi o fole da sanfona de oito baixos
Que eu abria sobre o manto do couro de um potro guacho
Meu chapéu foi sacristia, fiz as contas de maria
Nos flecos do barbicacho
Do pala fiz a batina, eu mesmo fui o vigário
A canha fiz de água benta, me batizei solitário
São presentes do destino, que ganhei quando menino
Não tem valor monetário
Na estância grande o céu, o patrão há de ter pena
E reservar um cantinho pra quem na vida terrena
Cresceu xucro sem batismo e só leu o catecismo
Nos olhos de uma morena