Letra de Rangendo os Dentes - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Rangendo os Dentes
02
Contrabandista
03
Bugre do Mato
04
Do Tempo das Casa Véia
05
Quem é Que Está Floreando
06
Recordando os Tempos Antigos
07
Eu Sei Que Sou Bom
08
As Perguntinhas do Meu Bem
09
O Sabor da Tradição
10
Meu Guri Por Toda a Vida
11
Mulher Carrapato
12
Fronteiriça
13
Sistema do Rio Grande
14
Quermesse no Povo
15
Cordeona do Nenê
16
Conversa Com Jesus Cristo
Rangendo os Dentes
Adão Bráz
De cardeal, eu trago a sina, pois ganho a vida no bico
Entre Brasil e Argentina, cantando, me justifico
Pra adaga de ponta fina, eu faço corpo de mico
Não pago pensão pra china, nem dou louvado pra rico
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Honro a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
Beiçudo que corcoveia tenta e não me bota fora
Pois se rodar, se lonqueia no bico da minhas espora
No calor de uma peleia, meu sangue se revigora
E só conheço cadeia pelas paredes de fora
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Honro a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
Mandei benzer o meu mango em noites de sexta-feira
Uma maula, pra me dar um tombo é só que derreta a basteira
Minhas chilena matam a fome com sangue de barrigueira
Montei até em lobisome surrando com uma cruzeira
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Honro a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
Nas bailantas missioneira, aparto a mais cobiçada
No cabo de uma vaneira, danço de pata trocada
No ouvido da trigueira, falo só coisas que agrada
E a china mais caborteira se entrega na madrugada
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Trago a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
(Semo' missioneiro marca bugra,
não é meu amigo Adão Bráz?)
por nelson de campos
De cardeal, eu trago a sina, pois ganho a vida no bico
Entre Brasil e Argentina, cantando, me justifico
Pra adaga de ponta fina, eu faço corpo de mico
Não pago pensão pra china, nem dou louvado pra rico
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Honro a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
Beiçudo que corcoveia tenta e não me bota fora
Pois se rodar, se lonqueia no bico da minhas espora
No calor de uma peleia, meu sangue se revigora
E só conheço cadeia pelas paredes de fora
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Honro a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
Mandei benzer o meu mango em noites de sexta-feira
Uma maula, pra me dar um tombo é só que derreta a basteira
Minhas chilena matam a fome com sangue de barrigueira
Montei até em lobisome surrando com uma cruzeira
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Honro a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
Nas bailantas missioneira, aparto a mais cobiçada
No cabo de uma vaneira, danço de pata trocada
No ouvido da trigueira, falo só coisas que agrada
E a china mais caborteira se entrega na madrugada
Depois que eu ranjo meus dente
Não tem de mamãe me afaga
Não fujo de tempo quente
Nem de faísca de adaga
Trago a raça da minha gente
Da velha São Luiz Gonzaga
(Semo' missioneiro marca bugra,
não é meu amigo Adão Bráz?)
por nelson de campos