Letra de Numa Volta de Tropa - Mauro Moraes
Disco A
01
Milonga do Meu Rosilho
02
Rincão Fronteiro
03
Tempo Feio
04
O Pago em Coplas
05
Numa Volta de Tropa
06
Cavalos de Muda
07
O Rancho
08
Treze Fletes
09
Tchau e Gracias
10
Por Cima da Gaita
11
Milonga do Touro Passo
12
Vivendo a Campo
13
Madrugada Posteira
14
Entoadas de Vento
15
De Uruguaiana a Santana
16
A Boa Vista do Peão de Tropa
17
Campereando
18
Ponteio de Prosa
Numa Volta de Tropa
Numa volta de tropa me vou "despacio" e satisfeito
Nem sei direito porque me veio esta lembrança
Ando de poncho emalado cuidando uma manga d´água
"Carregadita" de mágoas com cismas de chuva mansa
Cuido a querência a légua e pico e me sobra estrada
De alma pesada depois de dias, que ando voltando
Deito um arame porque conheço cada fronteira
Sei que a porteira fica mais longe de onde ando
Ouço o cincerro da égua madrinha
Que de soslaio trazendo baios
Chega pra perto do meu gateado
Quem me conhece bem não troca orelha comigo
- Tem um amigo pra quando a dor lhe fizer costado!
Sou desse jeito e o meu gateado já me conhece
E não se esquece o que o campo já lhe ensinou
Ando faz tempo na vida, na estrada nem sei quando
Ando assim procurando sem saber pra onde vou
Penso comigo escutando a voz mansa do cincerro:
- Sabe parceiro até parece que o mundo pára
Quando o campo bebe a tarde numa ponta de garoa
E minha alma longe voa num gateado malacara
Me vou ao passo e me cai a chuva sobre o chapéu
Desaba o céu mas o meu poncho não emponcha nada
Pinga nas abas, sobre as clinas do meu gateado
Sigo molhado mas volto às casas de alma lavada.
Nem sei direito porque me veio esta lembrança
Ando de poncho emalado cuidando uma manga d´água
"Carregadita" de mágoas com cismas de chuva mansa
Cuido a querência a légua e pico e me sobra estrada
De alma pesada depois de dias, que ando voltando
Deito um arame porque conheço cada fronteira
Sei que a porteira fica mais longe de onde ando
Ouço o cincerro da égua madrinha
Que de soslaio trazendo baios
Chega pra perto do meu gateado
Quem me conhece bem não troca orelha comigo
- Tem um amigo pra quando a dor lhe fizer costado!
Sou desse jeito e o meu gateado já me conhece
E não se esquece o que o campo já lhe ensinou
Ando faz tempo na vida, na estrada nem sei quando
Ando assim procurando sem saber pra onde vou
Penso comigo escutando a voz mansa do cincerro:
- Sabe parceiro até parece que o mundo pára
Quando o campo bebe a tarde numa ponta de garoa
E minha alma longe voa num gateado malacara
Me vou ao passo e me cai a chuva sobre o chapéu
Desaba o céu mas o meu poncho não emponcha nada
Pinga nas abas, sobre as clinas do meu gateado
Sigo molhado mas volto às casas de alma lavada.