Letra de Tropa Mansa - Mauro Moraes
Mauro Moraes
CD Fronteira 2008
Disco A
01
Fronteira
02
Abrindo Cancha
03
De "Metê" o Cavalo
04
Rodada
05
Amadrinhando
06
O Corte
07
Tropa Mansa
08
Campo e Fé
09
Eu Conheci João Hortácio
10
Garoa com Vento
11
O Meu Mouro Leva Moça
12
Tombo e Marca
13
Zainito Pica-Flor
14
Milongão de "Juntá" Vaca
15
Quando Aperto o Mate
16
Não Pude Mirar Teus Olhos
Tropa Mansa
Cada palavra que eu canto é tropa mansa
Que por diante vai levando o que eu falo.
E se a tropa anda lenta e vai com jeito
É pra dar folga pra boiada e pros cavalos.
A minha tropa de bois mansos, vai tranqüila
E obedecem quase sempre o meu comando...
Vai bem na frente um ponteiro de alma aberta
E lá no fundo um culatreiro vai gritando.
Só aparto o que é da tropa do meu jeito
A mango, grito, prosa, e bico de bota.
Mas tem sempre um aspa torta sem costeio
Pra dar refugo e estrago na minha tropa.
No galpão eu desencilho e tomo um mate
A tropa entregue, faço as contas e me calo.
Mas tem sempre um maturrengo, basto novo
Pra judiar e desfazer dos meus cavalos.
Chairo a faca pra um churrasco, faca buena.
Língua afiada que a falar logo se solta.
Para comer as minhas sobras e algum osso
Sempre junta uma cuscada pela volta.
Vou tocando estrada a fora, enquanto posso
E pela rédea vou com a vida num floreio.
Vejo, há tempos, quanta coisa me atropela
Mas mesmo assim eu vou bancando ela no freio.
Que por diante vai levando o que eu falo.
E se a tropa anda lenta e vai com jeito
É pra dar folga pra boiada e pros cavalos.
A minha tropa de bois mansos, vai tranqüila
E obedecem quase sempre o meu comando...
Vai bem na frente um ponteiro de alma aberta
E lá no fundo um culatreiro vai gritando.
Só aparto o que é da tropa do meu jeito
A mango, grito, prosa, e bico de bota.
Mas tem sempre um aspa torta sem costeio
Pra dar refugo e estrago na minha tropa.
No galpão eu desencilho e tomo um mate
A tropa entregue, faço as contas e me calo.
Mas tem sempre um maturrengo, basto novo
Pra judiar e desfazer dos meus cavalos.
Chairo a faca pra um churrasco, faca buena.
Língua afiada que a falar logo se solta.
Para comer as minhas sobras e algum osso
Sempre junta uma cuscada pela volta.
Vou tocando estrada a fora, enquanto posso
E pela rédea vou com a vida num floreio.
Vejo, há tempos, quanta coisa me atropela
Mas mesmo assim eu vou bancando ela no freio.