Letra de Timbre de Galo - Clóvis Mendes
Disco A
01
Timbre de Galo
02
Flor Costeira
03
Pra Minha Flor
04
Do Rio Grande a Sorocaba
05
Merceditas
06
Lembranças
07
As Coisas do Meu Rincão
08
Meu Universo
09
Rancores
10
Recuerdo de Ypacaraí
11
Passa a Cuia
12
Coração Vazio
13
Viva a Bombacha
14
Clave de Lua
15
Sacudindo a Poeira
16
Quarteada Pela Vida
Timbre de Galo
Rio Grande, berro de touro,
quatro patas de cavalo.
quem não viveu este tempo,
vive esse tempo a cantá-lo
e eu canto porque me agrada
neste meu timbre de galo.
É verdade que alguns dizem
que os tempos de hoje são outros,
que o campo é quase a cidade
e os chiripás estão rotos,
que as esporas silenciaram
na carne morta dos potros...
Cada um diz o que pensa -
isso aprendi de infância,
mas nunca esqueça o herege
que as cidades de importância
se ergueram nos alicerces
dos fortins e das estâncias.
Não esqueça, de outra parte,
para honrar a descendência,
que tudo aquilo que muda,
muda só nas aparências
e até num bronze de praça
vive a raiz da querência.
Eu nasci no tempo errado
ou andei muito depressa,
dei ó de casa em tapera,
fiquei devendo promessa
mas se pudesse eu voltava
pra onde o rio grande começa.
E se me chamam de grosso,
nem me bate a passarinha.
a argila do mundo novo não
tem a mescla da minha,
sovada a cascos de touro,
com águas de carquejinha...
Rio Grande, berro de touro,
quatro patas de cavalo !
quem não viveu esse tempo
vive esse tempo ao cantá-lo,
e eu canto porque me agrada
neste meu timbre de galo...
quatro patas de cavalo.
quem não viveu este tempo,
vive esse tempo a cantá-lo
e eu canto porque me agrada
neste meu timbre de galo.
É verdade que alguns dizem
que os tempos de hoje são outros,
que o campo é quase a cidade
e os chiripás estão rotos,
que as esporas silenciaram
na carne morta dos potros...
Cada um diz o que pensa -
isso aprendi de infância,
mas nunca esqueça o herege
que as cidades de importância
se ergueram nos alicerces
dos fortins e das estâncias.
Não esqueça, de outra parte,
para honrar a descendência,
que tudo aquilo que muda,
muda só nas aparências
e até num bronze de praça
vive a raiz da querência.
Eu nasci no tempo errado
ou andei muito depressa,
dei ó de casa em tapera,
fiquei devendo promessa
mas se pudesse eu voltava
pra onde o rio grande começa.
E se me chamam de grosso,
nem me bate a passarinha.
a argila do mundo novo não
tem a mescla da minha,
sovada a cascos de touro,
com águas de carquejinha...
Rio Grande, berro de touro,
quatro patas de cavalo !
quem não viveu esse tempo
vive esse tempo ao cantá-lo,
e eu canto porque me agrada
neste meu timbre de galo...