Letra de Nem Pisoteando Não Morre - Paulo Garcia
Disco A
01
Nem Pisoteando Não Morre
02
Eu Boto Fé
03
Bugre do Mato
04
Pra Quem Enxerga Minha Alma
05
Pra Quem Nasceu Fandangueiro
06
Castração a Pealo
07
Mateando ao Pé do Fogo
08
Pode Fechar a Botoneira
09
Milonga Debochada
10
Campeiro do Rio Grande
11
Luz dos Meus Olhos
12
Morena Linda
13
Saudade Lá De Fora
14
Taureando Com a Lida Bruta
15
Conjunto da Minha Terra
16
Cabanha Santa Fé
17
Luiz e Stefani
Nem Pisoteando Não Morre
Me chamam de caborteiro por não aceitar encilha
trago de berço a mania de não viver cabresteado
não nasci pra ser mandado, nem sirvo pra dar conselho
e quem eu tirar pra parceiro não peleia sem costado
onde tem farra e o olhar das querendonas
eu arrasto minhas choronas ao som dessa duas falas
atiro o pala lá por riba da paleta
no tilintar das rosetas, vou me adonando da sala
não tenho patrão nem dona e canto a alma que tenho
e, lá do rincão d´onde eu venho, riscado à japecanga
obrigado é boi de canga que arrasta a verga pros outros
e eu já nasci pra ser potro, limpo igual água de sanga
onde tem farra e o olhar das querendonas
eu arrasto minhas choronas ao som dessa duas falas
atiro o pala lá por riba da paleta
no tilintar das rosetas, vou me adonando da sala
assim, vou levando a vida até que ela me leve um dia
entre tristeza e alegria, só deus mesmo que socorre
enquanto os janeiros correm, eu vou cantando o que é meu
o que eu semeei nasceu, nem pisoteando não morre
onde tem farra e o olhar das querendonas
eu arrasto minhas choronas ao som dessa duas falas
atiro o pala lá por riba da paleta
no tilintar das rosetas, vou me adonando da sala
porque, na vida, eu nunca plantei espinhos
por isso, colho carinho dessa lavoura que eu trilho
por primitivo, meu verso calça o garrão
e há de brotar no galpão na garganta dos meus filhos
trago de berço a mania de não viver cabresteado
não nasci pra ser mandado, nem sirvo pra dar conselho
e quem eu tirar pra parceiro não peleia sem costado
onde tem farra e o olhar das querendonas
eu arrasto minhas choronas ao som dessa duas falas
atiro o pala lá por riba da paleta
no tilintar das rosetas, vou me adonando da sala
não tenho patrão nem dona e canto a alma que tenho
e, lá do rincão d´onde eu venho, riscado à japecanga
obrigado é boi de canga que arrasta a verga pros outros
e eu já nasci pra ser potro, limpo igual água de sanga
onde tem farra e o olhar das querendonas
eu arrasto minhas choronas ao som dessa duas falas
atiro o pala lá por riba da paleta
no tilintar das rosetas, vou me adonando da sala
assim, vou levando a vida até que ela me leve um dia
entre tristeza e alegria, só deus mesmo que socorre
enquanto os janeiros correm, eu vou cantando o que é meu
o que eu semeei nasceu, nem pisoteando não morre
onde tem farra e o olhar das querendonas
eu arrasto minhas choronas ao som dessa duas falas
atiro o pala lá por riba da paleta
no tilintar das rosetas, vou me adonando da sala
porque, na vida, eu nunca plantei espinhos
por isso, colho carinho dessa lavoura que eu trilho
por primitivo, meu verso calça o garrão
e há de brotar no galpão na garganta dos meus filhos