Letra de Herança de Um Velho Peão - Jardel Borba & Grupo Brasil de Bombacha
Disco A
01
Peão de Estância
02
Pira Nada
03
Oração do Gaúcho
04
Campos de Areia
05
Clareando o Dia
06
Um Filho de São Francisco
07
Baile Gaúcho
08
Amor de Aparência
09
O Tropeiro
10
De Laço na Mão
11
Baita Gauchada
12
Benzedura
13
Se Tem Rodeio
14
Canção Pra Ti
15
Cartão de Visita
16
Herança de Um Velho Peão
17
Recordando a Infância
Herança de Um Velho Peão
(Beto Borba/Jardel Borba)
Um relho, um pala e um chapéu dependurado num gancho
Laço, freio, um sirigote num pendurico do rancho
Um bacheiro e um pelego, cincha, estribo e poncho
No bolso de uma guaiaca moeda que não vale mais
Junto tinha um bilhetinho, pedido de um capataz
Essas tralhas que deixei porque não pude mais usar
O tempo travou minhas pernas, peço, guri, pra cuidar
Pra ferrugem e as traças com o tempo não terminar
Única herança que eu tenho, meu filho, pra te deixar
Uma bota velha furada, bombacha e um cinturão
E um lenço de pescoço que era minha estimação
Era o traje que eu usava nos fandangos de galpão
E essa gaita surrada das noites de serenata
Conquistei várias percantas, sinceras e outras ingratas
Essas tralhas que deixei porque não pude mais usar...
E essa guampa de canha, parceira das minhas tropeadas
E o cavalo meu amigo, parceiro das carreiradas
E a velha capa gaúcha me protegia das geadas
E a velha faca prateada nas noites de aconchego
Junto com meu trinta e oito garantia o meu sossego
Essas tralhas que deixei porque não pude mais usar...
Um relho, um pala e um chapéu dependurado num gancho
Laço, freio, um sirigote num pendurico do rancho
Um bacheiro e um pelego, cincha, estribo e poncho
No bolso de uma guaiaca moeda que não vale mais
Junto tinha um bilhetinho, pedido de um capataz
Essas tralhas que deixei porque não pude mais usar
O tempo travou minhas pernas, peço, guri, pra cuidar
Pra ferrugem e as traças com o tempo não terminar
Única herança que eu tenho, meu filho, pra te deixar
Uma bota velha furada, bombacha e um cinturão
E um lenço de pescoço que era minha estimação
Era o traje que eu usava nos fandangos de galpão
E essa gaita surrada das noites de serenata
Conquistei várias percantas, sinceras e outras ingratas
Essas tralhas que deixei porque não pude mais usar...
E essa guampa de canha, parceira das minhas tropeadas
E o cavalo meu amigo, parceiro das carreiradas
E a velha capa gaúcha me protegia das geadas
E a velha faca prateada nas noites de aconchego
Junto com meu trinta e oito garantia o meu sossego
Essas tralhas que deixei porque não pude mais usar...