Letra de Balaio, Lança e Taquara - Valdomiro Maicá
Disco A
01
Payada de Apresentação
02
Canto dos Livres
03
Baile do Sapucay
04
Rio de Minha Infância
05
Kilômetro 11
06
Rancheira do Tio Bilia
07
Caminhos
08
Terra Vermelha
09
Bolicho
10
Luz dos Teus Olhos
11
Meu Canto
12
Canção à Minha Terra
13
Antologia Da Moita
14
Balaio, Lança e Taquara
15
Mágoa De Posteiro
Balaio, Lança e Taquara
Caminham guaranis pelas estradas
Trapos de gente se arrastando a pé
Restos da raça dos meus sete povos
Últimas crias do sangue de sepé.
Fazem balaios de taquaras bravas
Em pobres ranchos que parecem ninhos
Onde se abrigam aves migratórias
A mendigar alguns mil réis pelos caminhos.
O balaio foi taquara, a taquara foi a lança 2x
Que esteiou os sete povos quando o pago era criança
Vão os índios pela estrada como aguapé pelos rios
Cantam ventos tristes nos seus balaios vazios. 2x
Falado:
Seguem os índios o destino peregrinos dos sem terras
Tropeçando nos caminhos já sem luz
Afogados na fumaça do progresso
Junto aos animais em debandada.
Das florestas virgens violentadas
Pelos que vieram pelos que vieram sob o símbolo da cruz.
Quem os vê na humildade dos perdidos
Na senda amarga desses tempos novos
Não acredita que seu braço um dia
Levantou catedrais nos sete povos
Vende balaio o índio que plantava
Um novo mundo no império das missões
Balaios de taquara que eram lanças
Marcando a historia das sete reduções.
Trapos de gente se arrastando a pé
Restos da raça dos meus sete povos
Últimas crias do sangue de sepé.
Fazem balaios de taquaras bravas
Em pobres ranchos que parecem ninhos
Onde se abrigam aves migratórias
A mendigar alguns mil réis pelos caminhos.
O balaio foi taquara, a taquara foi a lança 2x
Que esteiou os sete povos quando o pago era criança
Vão os índios pela estrada como aguapé pelos rios
Cantam ventos tristes nos seus balaios vazios. 2x
Falado:
Seguem os índios o destino peregrinos dos sem terras
Tropeçando nos caminhos já sem luz
Afogados na fumaça do progresso
Junto aos animais em debandada.
Das florestas virgens violentadas
Pelos que vieram pelos que vieram sob o símbolo da cruz.
Quem os vê na humildade dos perdidos
Na senda amarga desses tempos novos
Não acredita que seu braço um dia
Levantou catedrais nos sete povos
Vende balaio o índio que plantava
Um novo mundo no império das missões
Balaios de taquara que eram lanças
Marcando a historia das sete reduções.