Letra de Bolicho - Valdomiro Maicá
Disco A
01
Payada de Apresentação
02
Canto dos Livres
03
Baile do Sapucay
04
Rio de Minha Infância
05
Kilômetro 11
06
Rancheira do Tio Bilia
07
Caminhos
08
Terra Vermelha
09
Bolicho
10
Luz dos Teus Olhos
11
Meu Canto
12
Canção à Minha Terra
13
Antologia Da Moita
14
Balaio, Lança e Taquara
15
Mágoa De Posteiro
Bolicho
No balcão cheiro de risos de taboa velha riscada
Maço de palha e o fumo numa estopa remangada
Poeirada, muita cachaça e alguma rusga entaipada.
O rádio que se desmancha num tangaço de gardel
Peça de chita floreada, renda, alpargata e pastel.
E um gato velho brasino que a cuscada dá quartel.
Bolicho beira-de-estrada, na solidão da campanha
Onde o índio solitário afoga as mágoas na canha.
Morada dos cruzadores, onde o andejo sem rumo
Busca na canha e no fumo matar saudades de amores.
Lá fora a tava que sobe, cá dentro trago que desce
A goela da oito baixos canta até o que não conhece.
Um truco bem orelhado desde segunda amanhece.
Ninguém passa sem chegar no bolicho beira-estrada
E o bolicheiro alarife tem a cara preparada,
Às vezes sua livreta cobra quem não comprou nada.
Maço de palha e o fumo numa estopa remangada
Poeirada, muita cachaça e alguma rusga entaipada.
O rádio que se desmancha num tangaço de gardel
Peça de chita floreada, renda, alpargata e pastel.
E um gato velho brasino que a cuscada dá quartel.
Bolicho beira-de-estrada, na solidão da campanha
Onde o índio solitário afoga as mágoas na canha.
Morada dos cruzadores, onde o andejo sem rumo
Busca na canha e no fumo matar saudades de amores.
Lá fora a tava que sobe, cá dentro trago que desce
A goela da oito baixos canta até o que não conhece.
Um truco bem orelhado desde segunda amanhece.
Ninguém passa sem chegar no bolicho beira-estrada
E o bolicheiro alarife tem a cara preparada,
Às vezes sua livreta cobra quem não comprou nada.