Letra de Veterano - Leopoldo Rassier
Disco A
01
Campereando a Vida
02
Sabe, Moço
03
Segredos Do Meu Cambicho
04
Veterano
05
Garibaldi, Herói, Marujo E Gaudério
06
Entardecer
07
Laço De Estrelas
08
A Lo Largo
09
Barranca E Fronteira
10
Minha Querência
11
Não Podemo Se Entregá Pros Home
12
Rainha De Moçambique
13
Prelúdio De Fé No Trigo
14
A Banda Dos Maragatos
15
Ascenção E Queda De Um Ginete
16
Gaita, Cordeona E Gaiteiro - Leopoldo Rassier, Talo Pereyra E Os Bolicheiros
17
Pôr-do-sol No Guaíba
18
Cena De Campanha
19
Sobre o Lombilho
20
Lá Fora - Leopoldo Rassier, Osmar Carvalho,lenin Nunes, Mário Barros E Antonio Rocha
Veterano
Está findando o meu tempo,
a tarde encerra mais cedo
meu mundo ficou pequeno
e eu sou menor do que penso
o bagual tá mais ligero
o braço fraqueja, as vezes,
demora mais do que quero
mas alço a perna sem medo.
encilho o cavalo manso
mas boto o laço nos tentos.
se a força falta no braço,
na coragem me sustento!
refrão:
se lembro os tempos,
de quebra, a vida volta pra trás
sou bagual que não se entrega
assim no más!
nas manhãs de primavera
quando vou para rodeio
sou menino de alma leve
voando sobre os pelegos,
cavalo do meu potreiro
mete a cabeça no freio
encilho no parapeito,
mas não ato e nem maneio!
se desencilho o pelego
cai no banco onde me sento
Água quente e erva buena
para matear em silêncio!
neste fogo onde me aguento
remôo as coisas que penso
repasso o que tenho feito
para ver o que mereço,
quando chegar meu inverno
que me vem branqueando o cerro
vão me encontrar, venta aberta
de coração estreleiro.
muy carregados dos sonhos
que habitam o meu peito
e que irão morar comigo
no meu novo paradeiro!
a tarde encerra mais cedo
meu mundo ficou pequeno
e eu sou menor do que penso
o bagual tá mais ligero
o braço fraqueja, as vezes,
demora mais do que quero
mas alço a perna sem medo.
encilho o cavalo manso
mas boto o laço nos tentos.
se a força falta no braço,
na coragem me sustento!
refrão:
se lembro os tempos,
de quebra, a vida volta pra trás
sou bagual que não se entrega
assim no más!
nas manhãs de primavera
quando vou para rodeio
sou menino de alma leve
voando sobre os pelegos,
cavalo do meu potreiro
mete a cabeça no freio
encilho no parapeito,
mas não ato e nem maneio!
se desencilho o pelego
cai no banco onde me sento
Água quente e erva buena
para matear em silêncio!
neste fogo onde me aguento
remôo as coisas que penso
repasso o que tenho feito
para ver o que mereço,
quando chegar meu inverno
que me vem branqueando o cerro
vão me encontrar, venta aberta
de coração estreleiro.
muy carregados dos sonhos
que habitam o meu peito
e que irão morar comigo
no meu novo paradeiro!