Letra de Vaneira Macharrona - Ênio Medeiros
Disco A
01
Tropa de Toras
02
Aporreado Conhaque
03
Décimas Pra um Aba Quinze
04
Moura Cruzeira
05
Pedro Mamede
06
Caseriando
07
Tropeada pra Bagé
08
Os Golpes do Conhaque
09
Nas Ferrarias
10
E Assim Recorro Meus Dias
11
Livrando o Tirão
12
Décima do Diabo Loiro
13
De Rodeio em Rodeio
14
Mostrando a Cara
15
Relato de um Ginete
16
Bailarina Tostada
17
Cantiga de Peão de Estância
18
Os Três Bugios
Disco B
01
Lampana
02
No Cantar das Nazarenas
03
Negro Medeiros
04
Lá O Porto Dos Cavalos
05
Ginete de Rodeio
06
Mãe Levadeira
07
Tosador De Fronteira
08
Vaneira Macharrona
09
Rodeio de Marca Grande
10
Nesses Galpões
11
Domas
12
Com a Alma Presa na Espora
13
Queimadas
14
No Lombo Do Cavalo
15
Nas Várzeas Do Rio Jacuí
16
Oração Do Palanque
17
Cavalo das Américas
Vaneira Macharrona
(letra: Rogério Villagran | música: Ênio Medeiros)
Escuta minha vaneira mui candongueira e charrua
Parida em noite de lua junto ao clarão da boieira
Batizada nas ilheiras de uma gaita sem costeio
Que andou potreando floreios nos bailongos da fronteira
Vaneira é clarim de guerra abagualada na estampa
Que traduz o idioma pampa aos quatro cantos da terra
Pois quando a cordeona berra corcoveando num compasso
A tchanga vem pra o meu braço e a polvadeira se encerra
Hino de pátria baguala, mescla de sonhos e ânsias
Almas dos galpões de estâncias que a tradição embuçala
Tua voz nunca se cala nem que esse mundo desande
Pois teu sonido é o rio grande nos quatro cantos da sala
A noite fica pequena, a gaita bufa e se encolhe
A china faz corpo mole e o bugre arrasta a chilena
Porque a vaneira envenena, enfeitiça e prende o fogo
Neste audacioso jogo que a santidade condena
Vaneira é china gaviona que só conta seus segredos
Praqueles que tem nos dedos os apegos da cordeona
Jamais o tempo se adona, tampouco o destino muda
A simplicidade cruda da vaneira macharrona
Até o candeeiro escramuça num balanço pacholento
Até parece o lamento da chorona que soluça
Teu tranco é vida que pulsa e atormenta o índio taita
Pra ser parceiro da gaita quando a aurora mostra a fuça
Vaneira é clamor de povo floreando em baile de rancho
Onde o gaiteiro carancho se espelha no seu retovo
Então assim me comovo, agarro a china mais bela
E grito de toda goela toque a vaneira de novo
Escuta minha vaneira mui candongueira e charrua
Parida em noite de lua junto ao clarão da boieira
Batizada nas ilheiras de uma gaita sem costeio
Que andou potreando floreios nos bailongos da fronteira
Vaneira é clarim de guerra abagualada na estampa
Que traduz o idioma pampa aos quatro cantos da terra
Pois quando a cordeona berra corcoveando num compasso
A tchanga vem pra o meu braço e a polvadeira se encerra
Hino de pátria baguala, mescla de sonhos e ânsias
Almas dos galpões de estâncias que a tradição embuçala
Tua voz nunca se cala nem que esse mundo desande
Pois teu sonido é o rio grande nos quatro cantos da sala
A noite fica pequena, a gaita bufa e se encolhe
A china faz corpo mole e o bugre arrasta a chilena
Porque a vaneira envenena, enfeitiça e prende o fogo
Neste audacioso jogo que a santidade condena
Vaneira é china gaviona que só conta seus segredos
Praqueles que tem nos dedos os apegos da cordeona
Jamais o tempo se adona, tampouco o destino muda
A simplicidade cruda da vaneira macharrona
Até o candeeiro escramuça num balanço pacholento
Até parece o lamento da chorona que soluça
Teu tranco é vida que pulsa e atormenta o índio taita
Pra ser parceiro da gaita quando a aurora mostra a fuça
Vaneira é clamor de povo floreando em baile de rancho
Onde o gaiteiro carancho se espelha no seu retovo
Então assim me comovo, agarro a china mais bela
E grito de toda goela toque a vaneira de novo