Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Rincão de Posteiro

Ita Cunha · Com Jeito de Campo

Capa de Com Jeito de Campo
Ita Cunha

Rincão de Posteiro

Com Jeito de Campo · 2014
(Osmar Proença/Matheus Alves) Inverno brabo que se aquerenciou no pago Com ressábios matizados de agosto Só um grilito e o estalo dos gravetos Fazem costado ao silêncio cá do posto Lida curta e solidão, dia após dia Recorridas e o arrimo de uma quincha A distância ajeita as garras no meu peito E uma saudade amorenada aperta a cincha Cuia e cambona vão corpeando a nostalgia Água bem quente pra sede de um cruzador Posto sinuelo com potreiro e boas-vindas Pra estes campeiros que assomam no corredor Quem sabe, um dia, estampado em primavera Seja um recanto pra cuidar da minha flor Lida curta e solidão andam de mão Nas sesmarias do meu rincão de posteiro Pensando nela vou taureando nestes campos ´guentando os golpes do inverno mais grongueiro Feliz é o índio rasgador de sesmarias Que tem arreios e cavalos pra encilhar E vê num rancho seu altar de confidências E tem um catre de pelegos pra sonhar
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