Letra de Poeta Pobre - Baitaca
Disco A
01
Bailanta da Boneca
02
Versos Xucros
03
Me Orgulho Em Ser Da Campanha
04
A Evolução Me Entristece
05
Caçada de Sapo
06
Chineiro E Dancador
07
Dedo Inchado
08
Baile de Bugio
09
Lamento de Xucro
10
Meu Canto a Francisco Vargas
11
Crioulo Guapo
12
Bagual Sem Freio
13
Poeta Pobre
14
Honra Missioneira
Poeta Pobre
Sou aquele poeta pobre
Que canta com gentileza
Pra cantar pro meu Rio Grande
Canto com delicadeza
Sou pobre, mas sou honesto
Isto eu falo com certeza
Me criei rolando ao mundo
Pior que pau na correnteza
Jamais serei humilhado
Por quem vive na riqueza
Dinheiro pouco me importa
O que eu quero é força e saúde
Este meus versos é uma prece
Que o Papai do Céu me ajude
Pra que eu cante muitos anos
E a minha mente não mude
Pra gente de toda a idade
Pra os velinhos e juventude
Por quem faz mais do que pode
Sempre fiz mais do que pude.
Me criei na moda antiga
Sempre gostei do respeito
Com o verso xucro eu me tapo
Na rima guapa eu me deito
Desde a minha vida de peão
Tudo que eu faço é bem feito
Não peço nada a ninguém
Mas se me der eu aceito
O que for bom eu conservo
E o que for torto endireito.
Com toda a honestidade
Meus versos xucros se encerram
Sem cobrar de quem me deve
Sei dar o perdão pra quem erra
Nasci xucro e vivo xucro
É o sistema da minha terra
Pra cantar em gauderiadas
Eu surgi do pé da serra
De onde o mestiço não canta
E o touro magro não berra.
Que canta com gentileza
Pra cantar pro meu Rio Grande
Canto com delicadeza
Sou pobre, mas sou honesto
Isto eu falo com certeza
Me criei rolando ao mundo
Pior que pau na correnteza
Jamais serei humilhado
Por quem vive na riqueza
Dinheiro pouco me importa
O que eu quero é força e saúde
Este meus versos é uma prece
Que o Papai do Céu me ajude
Pra que eu cante muitos anos
E a minha mente não mude
Pra gente de toda a idade
Pra os velinhos e juventude
Por quem faz mais do que pode
Sempre fiz mais do que pude.
Me criei na moda antiga
Sempre gostei do respeito
Com o verso xucro eu me tapo
Na rima guapa eu me deito
Desde a minha vida de peão
Tudo que eu faço é bem feito
Não peço nada a ninguém
Mas se me der eu aceito
O que for bom eu conservo
E o que for torto endireito.
Com toda a honestidade
Meus versos xucros se encerram
Sem cobrar de quem me deve
Sei dar o perdão pra quem erra
Nasci xucro e vivo xucro
É o sistema da minha terra
Pra cantar em gauderiadas
Eu surgi do pé da serra
De onde o mestiço não canta
E o touro magro não berra.