Letra de Baile de Bugio - Baitaca
Disco A
01
Bailanta da Boneca
02
Versos Xucros
03
Me Orgulho Em Ser Da Campanha
04
A Evolução Me Entristece
05
Caçada de Sapo
06
Chineiro E Dancador
07
Dedo Inchado
08
Baile de Bugio
09
Lamento de Xucro
10
Meu Canto a Francisco Vargas
11
Crioulo Guapo
12
Bagual Sem Freio
13
Poeta Pobre
14
Honra Missioneira
Baile de Bugio
Certa feita ganhei um convite
Meio sem limite, pra ir num fandango
Me trajei de bombacha e guaiaca
De revólver e faca, lenço, espora e mango
Encilhei o meu pingo aragano
E, por ser veterano, eu pra lá fui chegando
Só escutava barulho de bota
E quando olhei na porta
Era bugio dançando
Perguntei pra evitar o cambicho
Se em baile de bicho se pagava entrada
Ele disse, quem manda sou eu!
E já me respondeu que não pagava nada
Só se em baile tem que ser direito
Com todo o respeito até clarear o dia
Mas, porém eu te faço um pedido
Aqui é proibido apertar bugia
E o fandango era bem animado
Num bugio largado de gaita e violão
Este baile me deu pouca renda
Fui tirar uma prenda e levei um carão
Dei-lhe um tapa na pobre bugia
Começou a folia e findou a brincadeira
Era tapa, coice e garrafaço
Facada e balaço, bordoada e rasteira
Fui dar um passo e me inlhei nos tamancos
E já no ferro branco me senti cortado
Eu no meio naquele sufoco
Já com o meu corpo todo ensanguentado
Era adaga, facão e porrete
Pedrada e cacete naquele extravio
Nem que tenha churrasco no espeto
Nunca mais me meto em baile de bugio
Meio sem limite, pra ir num fandango
Me trajei de bombacha e guaiaca
De revólver e faca, lenço, espora e mango
Encilhei o meu pingo aragano
E, por ser veterano, eu pra lá fui chegando
Só escutava barulho de bota
E quando olhei na porta
Era bugio dançando
Perguntei pra evitar o cambicho
Se em baile de bicho se pagava entrada
Ele disse, quem manda sou eu!
E já me respondeu que não pagava nada
Só se em baile tem que ser direito
Com todo o respeito até clarear o dia
Mas, porém eu te faço um pedido
Aqui é proibido apertar bugia
E o fandango era bem animado
Num bugio largado de gaita e violão
Este baile me deu pouca renda
Fui tirar uma prenda e levei um carão
Dei-lhe um tapa na pobre bugia
Começou a folia e findou a brincadeira
Era tapa, coice e garrafaço
Facada e balaço, bordoada e rasteira
Fui dar um passo e me inlhei nos tamancos
E já no ferro branco me senti cortado
Eu no meio naquele sufoco
Já com o meu corpo todo ensanguentado
Era adaga, facão e porrete
Pedrada e cacete naquele extravio
Nem que tenha churrasco no espeto
Nunca mais me meto em baile de bugio