Letra de Zaino dos Cinco Salsos - Grupo Pialo
Grupo Pialo
CD 25 Anos 2013
Disco A
01
Bamo Pro Gaitaço
02
Vaneira da Madrugada
03
A Última Flor do Rancho
04
Rio Grande de Sempre
05
Um Tranco De Fronteira
06
Lida de Taura
07
Me Orgulho Em Ser Um Tchê
08
O Querendão
09
Trancão Galponeiro
10
Linda Flor Morena
11
Dois Errantes e um Culpado
12
Meu Piratini
13
Cativeiros
14
Zaino dos Cinco Salsos
15
Pedido Para Morena
16
Memória Campeira
Zaino dos Cinco Salsos
Na vida de domador encontrei muito caborteiro
Cheio de espinho no lombo que nem ouriço cacheiro
Igual este zaino mocho maneteador e coiceiro.
Crioulo dos cinco salsos lá no fundão de bagé
Se criou pelos banhados arisco igual caburé
Pulando cerca de pedra e deixando a indiada de a pé.
Essa vida meu irmão tem muitos encantamentos
Enquanto o zaino veiaqueava direito a um mato carrasquento
Eu escutava uma milonga bordoneada pelo vento.
Larguem no más este macho que ta com lombo que é um serro
Que hoje eu te desengane e talvez te pague o enterro
Tenho sangue de bugio mestre e sou metido a “martin fierro”.
Deram um tapa no focinho e foi aquele sarandeio
Abri o peito com gama como quem para um rodeio.
E o maula saiu sem rumo como cego em tiroteio.
Falado
Quase na entrada do mato por deus até me comovo
Larguei eu mango cabeçudo nas orelhas sem retovo.
Sai correndo lá na frente
E quando ele quis levantar eu tava montado de novo.
Cantado
Minha metade centauro agora é este zaino mocho
Que eu tirei pra meu irmão e hoje vive sem arrocho
Eu mateio no galpão, ele quebra milho no cocho.
Cheio de espinho no lombo que nem ouriço cacheiro
Igual este zaino mocho maneteador e coiceiro.
Crioulo dos cinco salsos lá no fundão de bagé
Se criou pelos banhados arisco igual caburé
Pulando cerca de pedra e deixando a indiada de a pé.
Essa vida meu irmão tem muitos encantamentos
Enquanto o zaino veiaqueava direito a um mato carrasquento
Eu escutava uma milonga bordoneada pelo vento.
Larguem no más este macho que ta com lombo que é um serro
Que hoje eu te desengane e talvez te pague o enterro
Tenho sangue de bugio mestre e sou metido a “martin fierro”.
Deram um tapa no focinho e foi aquele sarandeio
Abri o peito com gama como quem para um rodeio.
E o maula saiu sem rumo como cego em tiroteio.
Falado
Quase na entrada do mato por deus até me comovo
Larguei eu mango cabeçudo nas orelhas sem retovo.
Sai correndo lá na frente
E quando ele quis levantar eu tava montado de novo.
Cantado
Minha metade centauro agora é este zaino mocho
Que eu tirei pra meu irmão e hoje vive sem arrocho
Eu mateio no galpão, ele quebra milho no cocho.