Letra de Tropeiros - Clóvis Mendes
Disco A
01
Balseiros do Rio Uruguai
02
Tertúlia
03
Oh! De Casa
04
Veterano
05
Tributo a Dom Libanio
06
Lamento Costeiro
07
Cheiro de Galpão
08
Tropeiros
09
Homenagem a José Mendes
10
Cabelos de Prata
11
Última Lembrança
12
El Cosechero
13
Festa de Gringo
14
Entardecer
15
Romances de Agosto
16
Esquilador
Tropeiros
(Nilo Bairros de Brum/Léo Almeida
O romantismo rendeu versos ao gaudério
E a história decantou os bandeirantes
Mas foram eles, os birivas, que fizeram
A integração desses povoados tão distantes
João Miguel era tropeiro, gastou a vida na estrada
Levando mulada chucra do rio grande a Sorocaba
Aprendeu nas arribadas que a sorte a gente é quem faz
Um biriva de vergonha não deixa mula pra trás
O facão sorocobano, levado sem aparato
Um chapéu de abas largas, as botas de cano alto
O trajar era modesto, mas a mirada era altiva
Subindo ou descendo serra, João Miguel era biriva
Bota n´água essa madrinha, madrinheiro
Que a tropa vai seguindo, enfileirada
Vou na balsa, segurando o meu cargueiro
Com as bruacas de paçoca bem socada
Maria murchou na vida de casa e cabo de enxada
Com um olho nas crianças e outro fitando a estrada
João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha
E Maria foi plantada lá no alto da coxilha
João Miguel era tropeiro, seus netos tropeiros são
De esperanças mal domadas que desgarrando se vão
A esperança madrinha segue na frente, entonada
E seu cargueiro de sonhos traz a bruaca lotada
Bota n´água essa madrinha, madrinheiro...
O romantismo rendeu versos ao gaudério
E a história decantou os bandeirantes
Mas foram eles, os birivas, que fizeram
A integração desses povoados tão distantes
João Miguel era tropeiro, gastou a vida na estrada
Levando mulada chucra do rio grande a Sorocaba
Aprendeu nas arribadas que a sorte a gente é quem faz
Um biriva de vergonha não deixa mula pra trás
O facão sorocobano, levado sem aparato
Um chapéu de abas largas, as botas de cano alto
O trajar era modesto, mas a mirada era altiva
Subindo ou descendo serra, João Miguel era biriva
Bota n´água essa madrinha, madrinheiro
Que a tropa vai seguindo, enfileirada
Vou na balsa, segurando o meu cargueiro
Com as bruacas de paçoca bem socada
Maria murchou na vida de casa e cabo de enxada
Com um olho nas crianças e outro fitando a estrada
João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha
E Maria foi plantada lá no alto da coxilha
João Miguel era tropeiro, seus netos tropeiros são
De esperanças mal domadas que desgarrando se vão
A esperança madrinha segue na frente, entonada
E seu cargueiro de sonhos traz a bruaca lotada
Bota n´água essa madrinha, madrinheiro...