Letra de Aqui no Potreiro Velho - Os Tiranos
Os Tiranos
CD Trancaço 2002
Disco A
01
Trancaço
02
Ela é Uma Flor, Eu Sou Um Campeiro
03
Fim de Semana
04
Bota Fé no Véinho
05
Alma de Campeiro
06
Chama Crioula
07
Querência Vazia
08
Pacholeando nas Quedradas
09
Saudades do Interior
10
Chorando de Amor
11
Quando Meu Basto se Agarra
12
Aqui no Potreiro Velho
13
Entrevero Gaúcho
14
Gaúchos do Litoral (ao vivo)
Aqui no Potreiro Velho
Eu moro perto do frio,
No sapé de uma colina
Aonde o campo termina
E começa uns 'caidão'
Meus amigos no meu rancho
Eu recebo a toda hora
E as mágoas ficam de fora
Da cancela do estradão
No lado sul da estância,
Num caponete fechado,
A mutuca tira o gado
No veranico de maio
É onde ronca o bugio
E gorjeia o mem-te-vi
E onde levo a taquari
Pra correr co' leão-báio.
É asssim que passo o tempo
Quando não tô em fandango
No dia-a-dia lidando
Da mangueira aos cafundós
Aqui no potreiro velho,
No ventre da casa branca,
Se mantém a mesma estampa
E os costumes dos avós.
Da janela centenária
De soleira portuguesa
Eu bombeio a beleza
Da tardinha que se veio
Vejo a sombra de um carancho
No repecho da coxilha
E a boiada que pontilha
Na procura do rodeio
Cai a noite em negro manto,
Se reúne a peonada
Pra contar suas queradas
No aconchego do galpão
Se fala de tudo um pouco,
Um índio chora de amor,
Outro ouviu o 'gritador',
O fantasma do rincão.
No sapé de uma colina
Aonde o campo termina
E começa uns 'caidão'
Meus amigos no meu rancho
Eu recebo a toda hora
E as mágoas ficam de fora
Da cancela do estradão
No lado sul da estância,
Num caponete fechado,
A mutuca tira o gado
No veranico de maio
É onde ronca o bugio
E gorjeia o mem-te-vi
E onde levo a taquari
Pra correr co' leão-báio.
É asssim que passo o tempo
Quando não tô em fandango
No dia-a-dia lidando
Da mangueira aos cafundós
Aqui no potreiro velho,
No ventre da casa branca,
Se mantém a mesma estampa
E os costumes dos avós.
Da janela centenária
De soleira portuguesa
Eu bombeio a beleza
Da tardinha que se veio
Vejo a sombra de um carancho
No repecho da coxilha
E a boiada que pontilha
Na procura do rodeio
Cai a noite em negro manto,
Se reúne a peonada
Pra contar suas queradas
No aconchego do galpão
Se fala de tudo um pouco,
Um índio chora de amor,
Outro ouviu o 'gritador',
O fantasma do rincão.