Letra de Campereada e Marcação - Alberi Silva
Disco A
01
Campereada e Marcação
02
Laboratório de Paz
03
Peleando Com o Toco da Adaga
04
Mensagem de Missioneiro
05
Domador Ventena
06
Retrato de Campeiro
07
Tirando o Atrasado
08
Chimarreando à Tardezita
09
Cantar Galponeiro
10
Saudade do Meu Rio Grande
11
Filho de Tropeiro
12
De São Borja A San Tomé
13
Tenho Orgulho em Ser Campeiro
Campereada e Marcação
(Alberi Silva)
No dedilhar os botões ferve o sangue do gaiteiro
Faz lembrar o entrevero das velhas lutas farrapa'
Restou o som de ilhapa e o eco nas coxilha'
E a descendência Farroupilha desta xiruzada guapa
Eu me criei na campanha, de bombacha, bota e espora
De manhã cedo levanto quando vem rompendo a aurora
Atiro uma água nas venta' e mando o cansaço embora
E já grito pra peonada, tem marcação sem demora
Encilho o tordilho amigo e me mando campo afora
De laço preso nos tentos, cavalo bem encilhado
O lenço revoando ao vento, chapéu grande bem tapeado
E o velho cusco brasino sempre está do meu lado
Repontando o gado xucro lá na costa do banhado
Em pouco tempo encerramos na mangueira todo o gado
Passamo’ o dia marcando e castrando na mangueira
E os bago assado na brasa com um café de chaleira
E a canha com mel na guampa pendurada na tronqueira
O trago de, quando em quando, da garganta tira a poeira
Preservando o tempo antigo na xucra lida campeira
À noite já tem fandango e as botas estão lustrada'
E o gaúcho que se preza leva a guaiaca recheada
Atiro o pala pra trás e já pago a minha entrada
Entro e danço a noite inteira junto com a gauchada
E nunca saio do fandango sem arrumar namorada
No dedilhar os botões ferve o sangue do gaiteiro
Faz lembrar o entrevero das velhas lutas farrapa'
Restou o som de ilhapa e o eco nas coxilha'
E a descendência Farroupilha desta xiruzada guapa
Eu me criei na campanha, de bombacha, bota e espora
De manhã cedo levanto quando vem rompendo a aurora
Atiro uma água nas venta' e mando o cansaço embora
E já grito pra peonada, tem marcação sem demora
Encilho o tordilho amigo e me mando campo afora
De laço preso nos tentos, cavalo bem encilhado
O lenço revoando ao vento, chapéu grande bem tapeado
E o velho cusco brasino sempre está do meu lado
Repontando o gado xucro lá na costa do banhado
Em pouco tempo encerramos na mangueira todo o gado
Passamo’ o dia marcando e castrando na mangueira
E os bago assado na brasa com um café de chaleira
E a canha com mel na guampa pendurada na tronqueira
O trago de, quando em quando, da garganta tira a poeira
Preservando o tempo antigo na xucra lida campeira
À noite já tem fandango e as botas estão lustrada'
E o gaúcho que se preza leva a guaiaca recheada
Atiro o pala pra trás e já pago a minha entrada
Entro e danço a noite inteira junto com a gauchada
E nunca saio do fandango sem arrumar namorada