Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Campereada e Marcação

Alberi Silva · Campereada e Marcação

Capa de Campereada e Marcação
Alberi Silva

Campereada e Marcação

Campereada e Marcação · 2011
(Alberi Silva) No dedilhar os botões ferve o sangue do gaiteiro Faz lembrar o entrevero das velhas lutas farrapa' Restou o som de ilhapa e o eco nas coxilha' E a descendência Farroupilha desta xiruzada guapa Eu me criei na campanha, de bombacha, bota e espora De manhã cedo levanto quando vem rompendo a aurora Atiro uma água nas venta' e mando o cansaço embora E já grito pra peonada, tem marcação sem demora Encilho o tordilho amigo e me mando campo afora De laço preso nos tentos, cavalo bem encilhado O lenço revoando ao vento, chapéu grande bem tapeado E o velho cusco brasino sempre está do meu lado Repontando o gado xucro lá na costa do banhado Em pouco tempo encerramos na mangueira todo o gado Passamo’ o dia marcando e castrando na mangueira E os bago assado na brasa com um café de chaleira E a canha com mel na guampa pendurada na tronqueira O trago de, quando em quando, da garganta tira a poeira Preservando o tempo antigo na xucra lida campeira À noite já tem fandango e as botas estão lustrada' E o gaúcho que se preza leva a guaiaca recheada Atiro o pala pra trás e já pago a minha entrada Entro e danço a noite inteira junto com a gauchada E nunca saio do fandango sem arrumar namorada
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