Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Sem Volta

Miro Saldanha · Pedaços

Capa de Pedaços
Miro Saldanha

Sem Volta

Pedaços · 2011
(Letra e Música: Miro Saldanha) Esta imagem sombria pela vida me acompanha; Numa linguagem estranha, que eu não entendi a metade, Vi um menino na cidade, com a voz ainda mudando, Dizendo, meio chorando, pra um outro de mais idade: "Perdão, amigo! ‘Tá me dando medo! Eu já não sinto nada quando fumo! Esse cano não é mais de brinquedo e eu não tô gostando desse rumo! Eu sei que, lá no trecho, a vida é dura; mas aqui dentro é tudo tão escuro! Aonde foi parar essa loucura que a gente começou pichando muro! REFRÃO: Quem sabe ainda é tempo, vem comigo! A gente foi amigo até agora! Se for pra sair dessa eu tô contigo! Se preferir ficar, então, tô fora! A pena é leve, a gente se comporta; abaixe a arma, não me olhe assim! Os hômi tão chegando, pedalando a porta! Não vai adiantar nada atirar em mim! Perdão, amigo, se estraguei a cena! Se eu fui fraco e não forcei a mina! Se a luz nos olhos dela me deu pena porque era pouco mais que uma menina! Se o caso da madame não deu crime; se ela gritou e se abraçou no filho; E, assim, eu fiquei fora do teu time porque o dedo tremeu sobre o gatilho. REFRÃO Quem sabe ainda é tempo... Olha o Tavinho! Filho de bacana...! Na Boca dele, ele fazia as leis; Mas se enterrou ai, devendo grana, e apagaram o cara, aos dezesseis! O Zeca escondeu pó dentro do forro; deixou o bando assim, de bico seco. Encomendaram ele lá no morro e o corpo tá caído ali no beco! REFRÃO Quem sabe ainda é tempo..."
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