Letra de Sem Volta - Miro Saldanha

Sem Volta

(Letra e Música: Miro Saldanha)

Esta imagem sombria pela vida me acompanha;
Numa linguagem estranha, que eu não entendi a metade,
Vi um menino na cidade, com a voz ainda mudando,
Dizendo, meio chorando, pra um outro de mais idade:

"Perdão, amigo! ‘Tá me dando medo! Eu já não sinto nada quando fumo!
Esse cano não é mais de brinquedo e eu não tô gostando desse rumo!
Eu sei que, lá no trecho, a vida é dura; mas aqui dentro é tudo tão escuro!
Aonde foi parar essa loucura que a gente começou pichando muro!

REFRÃO:

Quem sabe ainda é tempo, vem comigo! A gente foi amigo até agora!
Se for pra sair dessa eu tô contigo! Se preferir ficar, então, tô fora!
A pena é leve, a gente se comporta; abaixe a arma, não me olhe assim!
Os hômi tão chegando, pedalando a porta! Não vai adiantar nada atirar em mim!

Perdão, amigo, se estraguei a cena! Se eu fui fraco e não forcei a mina!
Se a luz nos olhos dela me deu pena porque era pouco mais que uma menina!
Se o caso da madame não deu crime; se ela gritou e se abraçou no filho;
E, assim, eu fiquei fora do teu time porque o dedo tremeu sobre o gatilho.

REFRÃO

Quem sabe ainda é tempo...
Olha o Tavinho! Filho de bacana...! Na Boca dele, ele fazia as leis;
Mas se enterrou ai, devendo grana, e apagaram o cara, aos dezesseis!
O Zeca escondeu pó dentro do forro; deixou o bando assim, de bico seco.
Encomendaram ele lá no morro e o corpo tá caído ali no beco!

REFRÃO

Quem sabe ainda é tempo..."

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