Letra de Corpo Esgualepado - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Corpo Esgualepado
02
Arrebentando os Mondongo
03
O Guasca e a Roqueira
04
Tando Mais o Meno Tá Louco de Bom
05
De Pura Cepa
06
Uma Mina
07
Orre Bem Feito
08
Retruco da Marculina
09
O Peão e a Professora
10
O Rabo da Cumadre
11
Amor de Atravessado
12
Tesourinho de Muié
13
O Bagual da Bossoroca
14
Por um Pedaço de Terra
Corpo Esgualepado
Cada dia que passa parceiro
Meu corpo véio me dá uma sintoma
Resquícios de uma vida bruta
De tropiada, de esquila e de doma
O corcova de bagual criado
E manotaço de égua redomona
E o cansaço que hoje me governa
O reumatismo me entrevando as perna
É o passado que está vindo a tona
De tanto eu me sentir mal
Com a dotora me fui consurtá
Que os meu nervo se foram pro saco
Que se intrevam e não qué funcioná
E a minha véia me enche de gorpe
Me dá cãimbra quando eu vou lidá
Sinhá dotora aresorva me drama
Porque até despois que eu me deito na cama
É um sacrifício pra mim levantá
A dotora me atô pelo um braço apertando uma bola medindo a pressão
Fez respiração boca a boca
Bateu chapa do meu coração
Atracou um apareio na luiz
Que ela apelidou de tar computação
Vi minha carcaça toda esbudegada
E ela me amostrando minhas peça estragada
Retratando na televisão
A dotora então foi me explicando:
A tua vida tá muito atrasada
Os teus bofe não existe mais
A bebida de arco diluiu a buchada
Teus purmão tá igual foles de gaita
Tua bexiga toda esgualepada
A dotora então dava a se ri
Esse teu tareco de fazê xixi
Tá sem serventia e não serve pra nada
Teu culesterol tá em quinhentos
As tuas veia tão tudo trancada
Tua coluna te afroxou os quarto
A tua espinha tá descornotada
Inventei uma comessão de bóia
Bucho cozido e tripa sapecada
Despôs por riba pra se da besteira
Pra sentá as lombriga me atraquei numa cuaieira
Com leite mogango e batata assada
Meu corpo véio me dá uma sintoma
Resquícios de uma vida bruta
De tropiada, de esquila e de doma
O corcova de bagual criado
E manotaço de égua redomona
E o cansaço que hoje me governa
O reumatismo me entrevando as perna
É o passado que está vindo a tona
De tanto eu me sentir mal
Com a dotora me fui consurtá
Que os meu nervo se foram pro saco
Que se intrevam e não qué funcioná
E a minha véia me enche de gorpe
Me dá cãimbra quando eu vou lidá
Sinhá dotora aresorva me drama
Porque até despois que eu me deito na cama
É um sacrifício pra mim levantá
A dotora me atô pelo um braço apertando uma bola medindo a pressão
Fez respiração boca a boca
Bateu chapa do meu coração
Atracou um apareio na luiz
Que ela apelidou de tar computação
Vi minha carcaça toda esbudegada
E ela me amostrando minhas peça estragada
Retratando na televisão
A dotora então foi me explicando:
A tua vida tá muito atrasada
Os teus bofe não existe mais
A bebida de arco diluiu a buchada
Teus purmão tá igual foles de gaita
Tua bexiga toda esgualepada
A dotora então dava a se ri
Esse teu tareco de fazê xixi
Tá sem serventia e não serve pra nada
Teu culesterol tá em quinhentos
As tuas veia tão tudo trancada
Tua coluna te afroxou os quarto
A tua espinha tá descornotada
Inventei uma comessão de bóia
Bucho cozido e tripa sapecada
Despôs por riba pra se da besteira
Pra sentá as lombriga me atraquei numa cuaieira
Com leite mogango e batata assada