Letra de Rio Uruguai - Valdomiro Maicá
Disco A
01
Abraço De Um Missioneiro
02
Fronteiros
03
Missioneiro Da Moda Antiga
04
Balseiros Do Rio Uruguai
05
Bailanta Da Alpargata
06
Rio Uruguai
07
Só Por Gauchada
08
Um Grito De Alerta
09
Canto Pra Um Missioneiro
10
Bailanta, Chamamés E Barranqueiros
11
Pra Que Saibam Quem Eu Sou
12
Oh De Casa
13
Aurora Da Liberdade
14
Cheio De Saudade
15
Canto Dos Livres
16
Estilo Campeiro
Rio Uruguai
Quando deus fez este mundo fez do rio a veia artéria
a água é sangue da terra lhe digo de cara seria
sou taura na geografia, tirei cinco na matéria
e a lo largo se me engano, bobagem pouca é miséria.
meu velho rio uruguai regra de sangue e de vida
a região missioneira que por ele é repartida
É manso quando nas caixa, é uma fera na subida
fazendo roncar enchente mesmo que tigra parida.
o uruguai é meu padrinho, pois nele fui batizado
e é por isso que eu levo jeito de potro aporreado
e aqui recordo cantando aquele velho ditado
quem dos seus não puxa a raça não passa de um desgraçado.
minha mãe uma xirua, destas do pêlo trançado
meu pai um velho chibeiro que ganha a vida embarcado
nasci num catre de balsa e se não estou enganado
minha primeira chupeta foi a cola de um dourado.
viro o mundo pelo avesso e sempre no vem-e-vai
venho lavar as feridas nas barrancas do uruguai
meu velho rio colorado de dentro de mim não sai
e a quem sempre peço a benção como se fosse meu pai.
a água é sangue da terra lhe digo de cara seria
sou taura na geografia, tirei cinco na matéria
e a lo largo se me engano, bobagem pouca é miséria.
meu velho rio uruguai regra de sangue e de vida
a região missioneira que por ele é repartida
É manso quando nas caixa, é uma fera na subida
fazendo roncar enchente mesmo que tigra parida.
o uruguai é meu padrinho, pois nele fui batizado
e é por isso que eu levo jeito de potro aporreado
e aqui recordo cantando aquele velho ditado
quem dos seus não puxa a raça não passa de um desgraçado.
minha mãe uma xirua, destas do pêlo trançado
meu pai um velho chibeiro que ganha a vida embarcado
nasci num catre de balsa e se não estou enganado
minha primeira chupeta foi a cola de um dourado.
viro o mundo pelo avesso e sempre no vem-e-vai
venho lavar as feridas nas barrancas do uruguai
meu velho rio colorado de dentro de mim não sai
e a quem sempre peço a benção como se fosse meu pai.