Letra de Changueiro de Vida e Lida - Jari Terres
Disco A
01
Alma de Estância e Querência
02
Os Cataventos do Tempo
03
Alma Estradeira
04
Filosofia de Galpão
05
Fronteiro de Alma e Pampa
06
Querência, Tempo e Ausência
07
Romance do Esquilador
08
A Don Federico Viejo
09
A Hora do Canto Novo
10
Coplas Pra Um Galpão De Estância
11
No Compasso do Meu Mundo
12
Changueiro de Vida e Lida
13
Alma de Ferro
14
Em Recoluta
Changueiro de Vida e Lida
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O joão maria me avisou de lá do povo
Conta comigo pra tropear pra um saladeiro
E assim será,
Porque haverá de ser assim a vida de um peão
Changueando a lida vida afora sem buscar razão
Nem me interessam outro moldes se não for assim
E viverá
Porque viver sendo changueiro é tudo o que aprendeu
Sabe que as preces nada valem pra quem é ateu
Nem catecismos pra quem não tem fé
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O joão maria me avisou de lá do povo
Conta comigo pra tropear pra um saladeiro
Vou madrugar
Passar na venda, encher a mala de garupa e sair
Galope alegre rumo ao rancho pra fazer sorrir
Minha chinoca e os piazitos que esperando estão
E vou ficar
Dois ou três dias para matar esta saudade enfim
Juntar as garras e partir, pois tem que ser assim
Meu rancho é o mundo e as estradas... se nasci peão
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O joão maria me avisou de lá do povo
Conta comigo pra tropear pra um saladeiro
E então irei
Mas uma vez, pingo de tiro pelo corredor
A repisar meu próprio rastro, sempre campeador
E auroras novas que iluminam o pago de onde vim
E cantarei
Meu canto alerta, terra e fogo, changueador também
Com a certeza que na vida nada nem ninguém,
Há de domar o potro xucro que escarceia em mim
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O joão maria me avisou de lá do povo
Conta comigo pra tropear pra um saladeiro
E assim será,
Porque haverá de ser assim a vida de um peão
Changueando a lida vida afora sem buscar razão
Nem me interessam outro moldes se não for assim
E viverá
Porque viver sendo changueiro é tudo o que aprendeu
Sabe que as preces nada valem pra quem é ateu
Nem catecismos pra quem não tem fé
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O joão maria me avisou de lá do povo
Conta comigo pra tropear pra um saladeiro
Vou madrugar
Passar na venda, encher a mala de garupa e sair
Galope alegre rumo ao rancho pra fazer sorrir
Minha chinoca e os piazitos que esperando estão
E vou ficar
Dois ou três dias para matar esta saudade enfim
Juntar as garras e partir, pois tem que ser assim
Meu rancho é o mundo e as estradas... se nasci peão
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O joão maria me avisou de lá do povo
Conta comigo pra tropear pra um saladeiro
E então irei
Mas uma vez, pingo de tiro pelo corredor
A repisar meu próprio rastro, sempre campeador
E auroras novas que iluminam o pago de onde vim
E cantarei
Meu canto alerta, terra e fogo, changueador também
Com a certeza que na vida nada nem ninguém,
Há de domar o potro xucro que escarceia em mim