Letra de Ainda Com a Faca na Mão - Marcelo Oliveira
Disco A
01
Rincão da Alma
02
De Saltar Calando
03
Morada
04
Tranco de Vida
05
Porque Choram as Nazarenas
06
Bem Pro Sul
07
De Cantar na Tua Janela
08
Ainda Com a Faca na Mão
09
Camino del Recuerdo
10
Quando Entreguei Minh´alma em Prece pra Guitarra
11
Que Mão é Essa
12
Sacrificado
13
Chorou Bem Mais Meu Coração
Ainda Com a Faca na Mão
Pegaram adão formiga
"inda" com a faca na mão
Com o vermelho da sangria
Escorrendo pelo chão.
Na bombacha remendada
Limpava a faca de um lado
Como querendo esconder
O intento de ser culpado...
Quem diria adão formiga
Vizinho de uns trinta anos
Carneando um capão alheio...
Talvez fosse por engano
Mais a marca no pelego
De tinta, mostrava o dono
E a noite apontava a pressa
Pra um galho de cinamomo.
Toda a semana na estância
Vai pra consumo um capão
Escolhido por bem gordo
Nos mandados do patrão.
Pois quem produz sabe bem
Quanto lhe custa o serviço
De cuidado e produção
Pra alguém depois dar sumiço.
Porque não pediu uma changa
Pois trabalhar não é feio
Resolveu por conta justa
Apossar-se do alheio.
Quem sabe nas "precisão"
Pedisse uns "pila" emprestado
Mas esperou mais a noite
Pra cruzar pelo alambrado.
Um sorro a sombra da noite
Uma faca de bom corte
Um carancho num cordeiro
Inverno com geada forte.
Cada qual no seu destino
No ciclo anormal do homem
Uns matam só por famintos
Uns pra matarem a fome
E agora adão formiga
Tem fama na redondeza
Todos sabem de onde é a carne
Que as vezes bota na mesa
Pois quem carneia um capão
Pra "mata" a fome do filho
Mata quatro, cinco ou seis
Depois não sai deste trilho
"inda" com a faca na mão
Com o vermelho da sangria
Escorrendo pelo chão.
Na bombacha remendada
Limpava a faca de um lado
Como querendo esconder
O intento de ser culpado...
Quem diria adão formiga
Vizinho de uns trinta anos
Carneando um capão alheio...
Talvez fosse por engano
Mais a marca no pelego
De tinta, mostrava o dono
E a noite apontava a pressa
Pra um galho de cinamomo.
Toda a semana na estância
Vai pra consumo um capão
Escolhido por bem gordo
Nos mandados do patrão.
Pois quem produz sabe bem
Quanto lhe custa o serviço
De cuidado e produção
Pra alguém depois dar sumiço.
Porque não pediu uma changa
Pois trabalhar não é feio
Resolveu por conta justa
Apossar-se do alheio.
Quem sabe nas "precisão"
Pedisse uns "pila" emprestado
Mas esperou mais a noite
Pra cruzar pelo alambrado.
Um sorro a sombra da noite
Uma faca de bom corte
Um carancho num cordeiro
Inverno com geada forte.
Cada qual no seu destino
No ciclo anormal do homem
Uns matam só por famintos
Uns pra matarem a fome
E agora adão formiga
Tem fama na redondeza
Todos sabem de onde é a carne
Que as vezes bota na mesa
Pois quem carneia um capão
Pra "mata" a fome do filho
Mata quatro, cinco ou seis
Depois não sai deste trilho