Letra de Bem Pro Sul - Marcelo Oliveira
Disco A
01
Rincão da Alma
02
De Saltar Calando
03
Morada
04
Tranco de Vida
05
Porque Choram as Nazarenas
06
Bem Pro Sul
07
De Cantar na Tua Janela
08
Ainda Com a Faca na Mão
09
Camino del Recuerdo
10
Quando Entreguei Minh´alma em Prece pra Guitarra
11
Que Mão é Essa
12
Sacrificado
13
Chorou Bem Mais Meu Coração
Bem Pro Sul
Ao sul, mas bem pro sul!
Aonde um alambrado sete-fios
Se levanta em coronilhas
E angicos de outros tempos
Aonde a quincha mora das carretas
Vai perdendo o santa fé
Pela frouxura dos tentos.
Ao sul, mas bem pro sul!
Aonde num potreiro frente às casas
Pasta o vulto em aspas claras
Do último boi franqueiro
E um potro com focinho pura terra
Sustenta a primeira guerra
Contra o ferro garroneiro
Ao sul, mas bem pro sul!
Um bando de nhandus sobe ao rodeio
E se mescla a gadaria
Que aprendeu a pedir sal
E o enxame de mirins da corticeira
Vai compondo o seu milagre
Fazer mel de flor bagual.
Ao sul, mas bem pro sul!
Hay gente que enxerga tudo isso
Cambicho, apego e feitiço
Ao universo do pouco
Potros, carretas, mirins
São principio , meio e fim
Da jornada destes loucos.
Ao norte, bem ao norte
Com pressa, sou andante das calçadas
De há muito matei o louco
Que parava a ver cigarras
Pousar sobre a aguada azul
Se teimo e volto a contar estrelas
Sempre encontro a última delas
Me pisca e aponta pro sul.
Aonde um alambrado sete-fios
Se levanta em coronilhas
E angicos de outros tempos
Aonde a quincha mora das carretas
Vai perdendo o santa fé
Pela frouxura dos tentos.
Ao sul, mas bem pro sul!
Aonde num potreiro frente às casas
Pasta o vulto em aspas claras
Do último boi franqueiro
E um potro com focinho pura terra
Sustenta a primeira guerra
Contra o ferro garroneiro
Ao sul, mas bem pro sul!
Um bando de nhandus sobe ao rodeio
E se mescla a gadaria
Que aprendeu a pedir sal
E o enxame de mirins da corticeira
Vai compondo o seu milagre
Fazer mel de flor bagual.
Ao sul, mas bem pro sul!
Hay gente que enxerga tudo isso
Cambicho, apego e feitiço
Ao universo do pouco
Potros, carretas, mirins
São principio , meio e fim
Da jornada destes loucos.
Ao norte, bem ao norte
Com pressa, sou andante das calçadas
De há muito matei o louco
Que parava a ver cigarras
Pousar sobre a aguada azul
Se teimo e volto a contar estrelas
Sempre encontro a última delas
Me pisca e aponta pro sul.