De Um Campesino Romance
Dos Festivais, da Vida! - Coletânea (2003)
Wilson Paim
De um campesino romance
A guitarra me espalda
O lenço abanando ao vento
A imagem no pensamento
Retrata o rosto tão lindo
De alguém que esteve pedindo ante ontem em casamento
De alguém que esteve pedindo ante ontem em casamento
Dez léguas até a estancia no trote do pingo mouro
Quem retorna do namoro
Na solidão dos caminhos
Não esquece dos carinhos
E nem dos cabelos louros
Não esquece dos carinhos
E nem dos cabelos louros
Até o barulho dos cascos
Do flete no corredor, não
Não distrai o pajador que guitarreou o destino
E agora é quase um menino nos brinquedos do amor
E agora é quase um menino nos brinquedos do amor
Lembrou fechar a porteira
No momento da saída
Na descreta despedida
Era um retrato a janela
Aquela face tão bela
E apenas a mão erguida
Aquela face tão bela
E apenas a mão erguida
Partiu mas levou saudade
Pra uma semana de ausência
Calado me empoe tenência
Nos atalhos para a estâcia
Só o flete sabe a distância
E o caminho da querência
So o flete sabe a distância
E o caminho da querência
Revive então o momento
De quando se conheceram
Dois, dois sorrisos floresceram
Em lábios cor de pitanga
Naquela beira da sangua
Que eles jamais esqueceram
Naquela beira da sangua
Que eles jamais esqueceram
Até o barulho dos cascos
Do flete no corredor, não
Não distrai o pajador que guitarreou o destino
E agora é quase um menino nos brinquedos do amor
E agora é quase um menino nos brinquedos do amor