Estância Tamanca
Barulho de Campo (2017)
Joca Martins
Há um coração fogoneiro
Lá no galpão da Tamanca
É um rincão hospitaleiro
Onde a saudade se abanca
Tanto recuerdo caseiro
Chega, batendo na anca
Pinga o assado campeiro
D'alguma rês cara branca
A estância gira e se agranda
Vai muito além do galpão
Mas a raiz a comanda
Na alma desses irmãos
A mãe é terna lembrança
Selando a própria união
O amor é a maior herança
Sob o olhar do Barão
A gurizada eterniza
Toda essa história tão franca
Um recomeço improvisa
E a vida, assim, não se estanca
Deles, virão outros Terras
Para o galpão onde abanca
Toda a saudade que encerra
Os campos lá da Tamanca
A Raça Crioula avança
Marcando essa trajetória
De fé, paixão e esperança
Povoando a própria memória
Boa estrutura em quantia
Patas, aprumos, muita história
Função e morfologia
Da velha Santa Vitória
O gado, forte e tronqueira
Pampa da ponta ao fiador
Carne especial de primeira
E a fama de engordador
No Hereford da Tamanca
A raça mostra valor
E a seleção se alavanca
Na faca do castrador
A gurizada eterniza
Toda essa história tão franca
Um recomeço improvisa
E a vida, assim, não se estanca
Deles, virão outros Terras
Para o galpão onde abanca
Toda a saudade que encerra
Os campos lá da Tamanca
Toda a saudade que encerra
Os campos lá da Tamanca