No Tempo Que Eu Era Peão
De Campeiro Pra Campeiro (2016)
Baitaca
Nos tempos que eu era peão, saltava de madrugada
Fazia um fogo de chão
E aquentava o chimarrão
Na cambona enfumaçada
E a minha estampa é testemunha de tudo isso que falo
Nos campo' branco' de geada
De bombacha arremangada
Ia buscar os cavalo'
E a minha estampa é testemunha de tudo isso que falo
De bombacha arremangada
Nos campo' branco' de geada
Ia buscar os cavalo'
E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
E por favor, preste atenção
Eu sofri barbaridade e hoje só resta saudade
Dos velhos tempo' de peão
Eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
E por favor, preste atenção
Eu sofri barbaridade e hoje só resta saudade
Dos velhos tempos de peão
Saia cedo pra o campo, cavalo bem encilhado
Passando horas amarga'
De bota, bombacha larga
E chapéu grande bem tapeado
Tirava o laço dos tento', fazia uma grande armada
Pra curar touro matreiro
Vaca de cria e terneiro
E alguma oveia' abichada
Tirava o laço dos tento', fazia uma boa armada
Pra curar touro matreiro
Vaca de cria e terneiro
E alguma oveia' abichada
E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
E por favor, preste atenção
Eu sofri barbaridade e hoje só resta saudade
Dos velhos tempo' de peão
E eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
E por favor, preste atenção
Eu sofri barbaridade e hoje só resta saudade
Dos velhos tempos de peão
Não tinha dia e nem hora pra atender meus compromisso'
Não adulava patrão
E nos tempos que eu era peão
Não refugava serviço
Ainda tenho no corpo cicatriz de campereada
Me negou a sorte aragana
E nos pago' de Uruguaiana
Quase morri numa rodada
Ainda tenho no corpo cicatriz de campereada
Me negou a sorte aragana
E nos pago' de Uruguaiana
Quase morri numa rodada
Eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
E por favor, preste atenção
Eu sofri barbaridade e hoje só resta saudade
Dos velhos tempo' de peão
Eu aviso a gauchada que não é conversa fiada
E por favor, preste atenção
Eu sofri barbaridade e hoje só resta saudade
Dos velhos tempo' de peão